quinta-feira, 15 de julho de 2010

P.E.C. Nº 12: Sébastien Loeb; como se constrói o caminho para o êxito?


[Fotos colhidas em : http://www.sebastienloeb.com/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=53&Itemid=94]

Como se constrói o caminho para o êxito?

Há várias respostas para esta pergunta, interligadas entre si.

Nenhuma delas, arriscamos antecipar, será verdadeiramente conclusiva.

No âmbito dos Ralis, admitimos que no passado tenha havido diversos pilotos portadores de um talento natural idêntico ou até superior ao de Sébastien Loeb, não obstante essa ser uma discussão onde, por norma, temos alguma relutância em participar.

Porém, parece-nos consensual que o francês trouxe para os Ralis um novo paradigma de profissionalismo, assente num perfecionismo a toda a prova, emprestando à modalidade mérito e excelência como pano de fundo.

Todo e qualquer jovem que pretenda fazer carreira na modalidade e tenha legítimas ambições de o realizar ao mais alto nível, tem agora a ‘matriz Loeb’ como carta magna para o concretizar, alavancada em elevados padrões de exigência.

O talento ‘puro e duro’ que há 20 anos seria suficiente para alcançar o êxito, completa-se agora com outros requisitos como a necessidade de um perfil de liderança que galvanize toda uma equipa, passando de igual forma por um apurado trabalho de apuro físico e mental capaz de permitir ao piloto fazer face às exigências da alta competição, sem esquecer a necessidade de, entre variadíssimos outros fatores, se moldar aos interesses mediáticos, quer dos patrocinadores quer da própria equipa, além de uma propensão pessoal para o rigor e minúcia na preparação de cada Rali, nos seus mais ínfimos aspetos e pormenores.

Todos estes predicados, reunidos cumulativamente, são a chave mestra para abrir o caminho das vitórias.

Sébastien Loeb reúne-os em simultâneo, como as suas - para já… - cinquenta e oito vitórias em provas do campeonato do mundo ou os seus sete títulos absolutos cabalmente o certificam.

Se atendermos a toda a vastíssima história do campeonato do mundo de Ralis, diremos que o pluricampeão francês é portador de tanto ‘talento natural’ como vários outros pilotos, mas possui mais ‘talento trabalhado’ que muitos deles: essa é, em suma, a senha de entrada para descobrir o segredo dos impressionantes registos que ostenta no seu palmarés.

Em vários quadrantes tem-se lançado a questão de Loeb se constituir como um pólo de desinteresse no contexto dos Ralis do campeonato do mundo, pelo facto de introduzir uma certa monotonia competitiva tantas são as suas vitórias em classificativas, Ralis ou campeonatos.

Acreditamos que na atualidade não só não existe nenhum outro piloto capaz de rivalizar diretamente com Loeb em capacidade de condução, nos mais variados tipos de terreno e condições climatéricas, como também não haverá quem se lhe assemelhe em termos da motivação permanente para superação de resultados.

O francês, por força do seu ‘estatuto’, porventura já não olhará, como seria legítimo, para o cronómetro como o fim último da sua participação num Rali, mas antes como o meio para atingir uma outra meta: ampliar o seu faustoso leque de recordes.

Um dia, o prodigioso piloto alsaciano porá termo à sua carreira.

Até lá, de forma aplicada e profissional, ir-se-á dedicando a ampliar o seu colossal acervo de vitórias.

E, possivelmente, irá arrebatar mais títulos de campeão do mundo.

Quando se abrir o seu processo de sucessão, há valores que desde já se perfilam para o futuro.

O centro de interesse dos Ralis a curto e médio prazo passará, ousamos antecipar, por nomes como Rossetti - embora este já acusar um pouco o peso da idade -, Hanninen, Meeke e Neuville.

Não fora um certo conservadorismo na rotação de valores entre as principais equipas do mundial de Ralis e, cremos, alguns deles já seriam certezas no presente.

Ogier é um caso distinto, podendo já considerar-se um piloto de créditos firmados - não obstante entendermos ainda ter alguns aspetos a provar -, consubstanciados, aliás, na confirmação da aposta que a Citroen nele faz para a temporada de 2011.

Salientamos nesta reflexão que só o triste fado da ‘condição lusitana’, é que nos impede de incluir Armindo Araújo na lista de promessas para o futuro dos Ralis ao mais alto nível, uma vez que em nossa opinião o piloto de Rebordões tem qualidades de sobra, e experiência entretanto adquirida, para não pedir meças a qualquer dos novos talentos a despontar.

SÉBASTIEN LOEB/DANIEL ELENA: em exibição numa classificativa, perto de si!

RALI DE PORTUGAL/2007: [Silves/Ourique ‘1’ – 30,69 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2009: [São Brás de Alportel '1' – 16,23 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Santa Clara ‘1’ – 22,72 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Ourique ‘1’ – 20,21 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Santa Clara ‘2’ – 22,72 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Vascão ‘1’ – 25,23 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Vascão ‘2’ – 25,23 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Loulé ‘1’ – 22,51 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Loulé ‘2’ – 22,51 Kms -]
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