segunda-feira, 26 de julho de 2010

P.E.C. Nº 14: Foto-adivinha...


[FOTO Nº 1]

Tal como havíamos feito na 'P.E.C. Nº 11' deste mesmo blogue, voltamos a colocar à prova os conhecimentos sobre Ralis dos nossos ilustres visitantes.

Desta feita, publicamos duas fotos de uma determinada classificativa em piso de terra, que em tempos remotos fez parte integrante do Rali de Portugal.

A foto nº 1 identifica o local, em subida, do início do troço em questão, e a foto nº 2 reproduz visualmente um 'quase gancho' à direita que se cumpria a dada altura do seu percurso.

De que classificativa se trata?

Têm a palavra os nossos leitores...


[FOTO Nº 2]

quinta-feira, 22 de julho de 2010

P.E.C. Nº 13: Magalhães & Magalhães - Compª, Ldª.


[Foto obtida em: http://www.peugeot.pt/palmares-da-equipa/]

Debaixo de um admirável concentrado de incerteza, drama e emoção, a edição de 2010 do Rali dos Açores - do soberbo Rali dos Açores, acrescentamos... - viu finalmente a Peugeot Sport Portugal chegar aos triunfos no Intercontinental Rally Challenge.

Esta é uma vitória que a formação de Alfragide há muito perseguia.

Desde que, em 2007, a aposta dos comandados de Carlos Barros incidiu sobre o Peugeot 207 S2000, legitimamente a equipa ambicionava o êxito máximo na competição apoiada pelo canal televisivo Eurosport.

Várias vezes esteve perto de o conseguir.

Ocasiões houve, dentro das participações nas últimas edições dos Ralis da Madeira e Açores - sempre que integrados no calendário do I.R.C. -, bem como no Rali de Portugal de 2008, em que o triunfo escapou por muito pouco, fosse pelo facto de a concorrência se mostrar mais forte e/ou melhor equipada, fosse pela má fortuna que a espaços acompanhou a estrutura da marca do leão sedeada em Alfragide.

Seja como for a vitória nos Açores, não isenta de peripécias dignas de um argumento da melhor inspiração hitchcockiana, além de se nos afigurar ser mais que merecida, acaba por ser o justo corolário de um notável trabalho levado a cabo nos últimos 3 anos.

Em jeito de balanço e independentemente deste triunfo, entendemos estar a ser extremamente positiva esta renovada internacionalização da Peugeot Sport Portugal.

Vozes menos avisadas têm, em alguns quadrantes, assestado baterias contra a equipa lusa, alicerçando as respetivas críticas no facto de os resultados estarem aquém daquilo que seria de esperar e, sobretudo, muito abaixo dos êxitos obtidos no campeonato nacional de Ralis num passado recente.

Os contextos são, como é óbvio, diametralmente opostos: a todos os níveis.

Desde logo porque tem sido bem claro que, em 2010, o estádio evolutivo do 207 S2000 está a esgotar-se.

Se em anos anteriores o carro da marca francesa escolhido para corporizar a sua participação no I.R.C. era o bólide a bater, na atualidade tal panorama alterou-se substancialmente.

O modelo da Skoda - apoiado diretamente pela marca de Mlada Boleslav - e da Ford - saído dos estiradores e produzido pelo departamento da M-Sport - são hoje as viaturas mais competitivas naquela competição.

Kris Meeke, campeão em título e aposta principal da marca de Sochaux para a revalidação do cetro, tem vindo a tentar operar alguns milagres com o 207 S2000 da estrutura britânica da Peugeot.

É notório, porém, que o está a fazer forçando bastante os seus próprios limites e os da sua montada.

O reflexo disso tem sido uma temporada até ao momento caracterizada por múltiplos acidentes e saídas de estrada.

Todos estes fatores, ajudam-nos a compreender a importância e a magnífica prova que Bruno e Carlos Magalhães protagonizaram nas classificativas da ilha de São Miguel, abonando muito favoravelmente o trabalho que tem vindo a ser realizado pelo departamento de competição da Peugeot em Portugal.

Assegurado o indispensável suporte financeiro para participar na presente temporada do I.R.C. com garantias mínimas de competitividade, ainda que não com um programa completo, Carlos Barros e demais equipa foram até ao momento extremamente realistas na abordagem aos Ralis entretanto disputados.

Em abstrato, há dois vetores fulcrais para se fazer Ralis com sucesso: experiência e conhecimento.

Ora à exceção da Madeira e Açores, tais requisitos eram justamente aquilo que a Peugeot Sport Portugal não reunia em cada Rali do calendário desta competição, alguns deles muito específicos e peculiares como o Monte Carlo ou Ypres.

Daí que a aposta tenha-se centrado, julgamos, prioritariamente em acumular quilómetros e concluir Ralis, sem ímpetos desnecessários.

O capital de experiência e informação entretanto adquiridos, quer dos pilotos, quer dos demais elementos da equipa, tem vindo a ser a base de uma excelente temporada, extremamente regular, sem oscilações competitivas de maior.

A honestidade e o pragmatismo que têm vindo a ser depositados nesta aventura fora de portas poderão, assim o desejamos, ser o mote para futuras participações ao mais alto nível no âmbito dos Ralis internacionais, até porque os pergaminhos da equipa no campeonato europeu de 2003 - surgindo o experiente e laureado navegador Carlos Magalhães como denominador comum entre essa participação e a atual - ou nas provas que disputaram no mundial de 2004 - pontuando no Rali de Chipre, com um meritório 8º lugar final - nesse sentido apontam.

Os dias românticos do permanente maximum attack são passado.

Caso a Peugeot Sport Portugal optasse estrategicamente por provocar os limites daquilo que neste momento lhe é possível realizar, adotando ritmos que o desconhecimento das caraterísticas dos Ralis desaconselhavam, iria pagar bem caro essa ousadia.

À exceção do próximo Rali da Madeira - do qual esperamos novas façanhas -, caso a equipa mantenha, como acreditamos, o registo coerente que tem vindo a pautar a sua atuação até agora - garantidos que estejam os indispensáveis requisitos para o fazer -, vai concluir o I.R.C. de 2010 em posição de grande destaque, face a adversários de enorme valia e a estruturas desportivas bastante conhecedoras de todas as provas da temporada, além de incomparavelmente melhor dotadas em termos de meios técnicos, humanos e financeiros.

Quanto a Bruno e Carlos Magalhães, enquanto expoentes perfeitos das estratégias gizadas por Dom Carlos Barros, vão continuar a interpretar fielmente o sentido de aventura do seu homónimo Fernão, lá nos idos de quatrocentos e quinhentos.

Onde antes se cruzavam mares, hoje atravessam-se classificativas.

Os 'estreitos' de outrora foram substituídos por percursos de ligação.

Os portos de abrigo transformaram-se em parques de assistência.

O que não deixa porém de ser certo é que, ao contrário de uma certa rapaziada mais dada às artes do pontapé na bola, os 'navegadores' do nosso orgulho e contentamento são mesmo a dupla de Magalhães que tem vindo a tripular uma 'nau' denominada Peugeot 207 S2000, com inegável bravura e inusual sentido patriótico.

Que continuem assim: por vitórias nunca antes alcançadas!

[Rui Pelejão, em feliz editorial publicado na revista Autosport nº 1734, aborda lucida e oportunamente a ausência de cobertura noticiosa por parte dos órgãos da imprensa generalista - com especial incidência nas estações de televisão - relativamente ao Rali dos Açores, em manifesto contraste com o destaque concedido ao aparatoso acidente protagonizado por Francisco Carvalho durante uma das corridas da Léon Supercopa disputada no circuito britânico de Brands Hatch - do qual não sobrevieram felizmente mazelas físicas para o consagrado piloto da cidade da Guarda -. 


Não obstante concordarmos na íntegra com o diagnóstico traçado pelo diretor da AutoSport, pensamos todavia que a discussão sobre esta matéria é mais vasta e abrangente. 

Em pleno sec. XXI, com o advento da massificação informativa, receamos ser ainda demasiado ineficaz e insípida - para não dizer praticamente inexistente - a forma como os principais atores do desporto automóvel em Portugal, com especial incidência nos pilotos e equipas, se divulga, comunica e interage com os órgãos de comunicação social.

O sinal dos tempos é claro. 

Quem não aparece, esquece: quem não faz por aparecer, inexiste. 

O futuro do automobilismo português passa em grande medida também por aí: dar-se a conhecer, libertando-se de uma certa redoma que o tem fechado sobre si próprio].


Bruno Magalhães/Carlos Magalhães, RALI CENTRO DE PORTUGAL/2009: 
[São Pedro '1' - 7,90 kms -]
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Bruno Magalhães/Paulo Grave, RALI DE PORTUGAL/2007: [Silves/Ourique '2' - 30,69 kms -]
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

P.E.C. Nº 12: Sébastien Loeb; como se constrói o caminho para o êxito?


[Fotos colhidas em : http://www.sebastienloeb.com/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=53&Itemid=94]

Como se constrói o caminho para o êxito?

Há várias respostas para esta pergunta, interligadas entre si.

Nenhuma delas, arriscamos antecipar, será verdadeiramente conclusiva.

No âmbito dos Ralis, admitimos que no passado tenha havido diversos pilotos portadores de um talento natural idêntico ou até superior ao de Sébastien Loeb, não obstante essa ser uma discussão onde, por norma, temos alguma relutância em participar.

Porém, parece-nos consensual que o francês trouxe para os Ralis um novo paradigma de profissionalismo, assente num perfecionismo a toda a prova, emprestando à modalidade mérito e excelência como pano de fundo.

Todo e qualquer jovem que pretenda fazer carreira na modalidade e tenha legítimas ambições de o realizar ao mais alto nível, tem agora a ‘matriz Loeb’ como carta magna para o concretizar, alavancada em elevados padrões de exigência.

O talento ‘puro e duro’ que há 20 anos seria suficiente para alcançar o êxito, completa-se agora com outros requisitos como a necessidade de um perfil de liderança que galvanize toda uma equipa, passando de igual forma por um apurado trabalho de apuro físico e mental capaz de permitir ao piloto fazer face às exigências da alta competição, sem esquecer a necessidade de, entre variadíssimos outros fatores, se moldar aos interesses mediáticos, quer dos patrocinadores quer da própria equipa, além de uma propensão pessoal para o rigor e minúcia na preparação de cada Rali, nos seus mais ínfimos aspetos e pormenores.

Todos estes predicados, reunidos cumulativamente, são a chave mestra para abrir o caminho das vitórias.

Sébastien Loeb reúne-os em simultâneo, como as suas - para já… - cinquenta e oito vitórias em provas do campeonato do mundo ou os seus sete títulos absolutos cabalmente o certificam.

Se atendermos a toda a vastíssima história do campeonato do mundo de Ralis, diremos que o pluricampeão francês é portador de tanto ‘talento natural’ como vários outros pilotos, mas possui mais ‘talento trabalhado’ que muitos deles: essa é, em suma, a senha de entrada para descobrir o segredo dos impressionantes registos que ostenta no seu palmarés.

Em vários quadrantes tem-se lançado a questão de Loeb se constituir como um pólo de desinteresse no contexto dos Ralis do campeonato do mundo, pelo facto de introduzir uma certa monotonia competitiva tantas são as suas vitórias em classificativas, Ralis ou campeonatos.

Acreditamos que na atualidade não só não existe nenhum outro piloto capaz de rivalizar diretamente com Loeb em capacidade de condução, nos mais variados tipos de terreno e condições climatéricas, como também não haverá quem se lhe assemelhe em termos da motivação permanente para superação de resultados.

O francês, por força do seu ‘estatuto’, porventura já não olhará, como seria legítimo, para o cronómetro como o fim último da sua participação num Rali, mas antes como o meio para atingir uma outra meta: ampliar o seu faustoso leque de recordes.

Um dia, o prodigioso piloto alsaciano porá termo à sua carreira.

Até lá, de forma aplicada e profissional, ir-se-á dedicando a ampliar o seu colossal acervo de vitórias.

E, possivelmente, irá arrebatar mais títulos de campeão do mundo.

Quando se abrir o seu processo de sucessão, há valores que desde já se perfilam para o futuro.

O centro de interesse dos Ralis a curto e médio prazo passará, ousamos antecipar, por nomes como Rossetti - embora este já acusar um pouco o peso da idade -, Hanninen, Meeke e Neuville.

Não fora um certo conservadorismo na rotação de valores entre as principais equipas do mundial de Ralis e, cremos, alguns deles já seriam certezas no presente.

Ogier é um caso distinto, podendo já considerar-se um piloto de créditos firmados - não obstante entendermos ainda ter alguns aspetos a provar -, consubstanciados, aliás, na confirmação da aposta que a Citroen nele faz para a temporada de 2011.

Salientamos nesta reflexão que só o triste fado da ‘condição lusitana’, é que nos impede de incluir Armindo Araújo na lista de promessas para o futuro dos Ralis ao mais alto nível, uma vez que em nossa opinião o piloto de Rebordões tem qualidades de sobra, e experiência entretanto adquirida, para não pedir meças a qualquer dos novos talentos a despontar.

SÉBASTIEN LOEB/DANIEL ELENA: em exibição numa classificativa, perto de si!

RALI DE PORTUGAL/2007: [Silves/Ourique ‘1’ – 30,69 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2009: [São Brás de Alportel '1' – 16,23 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Santa Clara ‘1’ – 22,72 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Ourique ‘1’ – 20,21 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Santa Clara ‘2’ – 22,72 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Vascão ‘1’ – 25,23 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Vascão ‘2’ – 25,23 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Loulé ‘1’ – 22,51 Kms -]
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RALI DE PORTUGAL/2010: [Loulé ‘2’ – 22,51 Kms -]
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

P.E.C. Nº 11: Foto-adivinha...



Um dos objetivos do blogue 'Zona-Espectáculo', passa em grande medida por estabelecer pontos de intercâmbio com os nossos visitantes.

Lançar-lhe desafios, estimulando em simultâneo a sua memória e capacidade de investigação é, caro leitor, uma das ideias centrais que presidiram à criação deste espaço.

Já na 'P.E.C. Nº 2' procuramos colocar à prova os seus conhecimentos sobre Ralis, exercício a que voltamos de novo.

Centrando-nos na foto que agora damos à estampa, é facílimo saber quem é a dupla de pilotos que tripula, com reconhecido talento e indiscutível sabedoria, o saudoso Ford RS200 de Grupo 'B' da lendária equipa Diabolique, que tantas e tão gratas recordações deixaram a várias gerações de adeptos deste nosso desporto.

Trata-se de Joaquim Santos e do Doutor Miguel Oliveira, 'cara e coroa' de uma das melhores e mais valiosas 'moedas' que jamais entraram em circulação nos Ralis em Portugal.

Porém, pretendemos que nos identifique qual a prova do Campeonato Nacional de 1986 que a fotografia em apreço documenta, bem como qual a classificativa onde a mesma foi obtida.

Têm a palavra, a partir deste exato momento, os nossos visitantes...