segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

P.E.C. Nº 34: Uma forma muito Sá de estar nos Ralis...




Nos Ralis há duas espécies de talento.

O talento natural, dos predestinados.

E o talento trabalhado, dos abnegados.

Vítor Sá pertencerá a esta segunda 'casta'.

«Zona-Espectáculo» não tem dos Ralis uma visão direccionada em exclusivo para os grandes campeões.

Sendo talvez a disciplina do desporto motorizado que maior apelo faz às ideias de pluralidade e diversidade, os Ralis são na sua essência uma janela de oportunidades.

A popularidade das provas de estrada, hoje como no passado, sempre assentou, é certo, em boa parte nos grandes ídolos.

Muitos nomes há que se destacaram pelo seu virtuosismo, pela tenacidade, destreza e coragem.

Entraram no galarim dos grandes pilotos.

Tornaram-se naturalmente lendas.

Mas há, em simultâneo, vários outros que com apego e devoção, deixaram a sua marca e cunho pessoal na modalidade.

É aqui que enquadramos Vítor Sá.



O piloto madeirense há muito vem mostrando consideráveis aptidões no contexto dos exigentes Ralis da sua ilha.

Os seus múltiplos títulos - dez a nível absoluto - e vitórias nas provas regionais da Madeira assim o atestam.

Nas ocasiões em que se teve de medir, no âmbito do Rali da Madeira, em circunstâncias minimamente equiparadas aos seus adversários - alguns deles excepcionalmente considerados a nível internacional -, por inúmeras vezes deu nas vistas com a obtenção de resultados de grande relevo.



Pode-se enviesar a questão, referindo que tal facto se deve, antes de mais, ao facto do pluri-campeão da Pérola do Atântico conhecer cada metro daquelas classificativas como a palma da sua mão.

Essa valia é um facto.

Mas não ilude a questão de que para se ser rápido e competitivo em Ralis não basta conhecer os terrenos que se pisa.

Há que gerir o stress, a tensão e o peso da responsabilidade.

Há que esconjurar o medo de errar.

Há pura e simplesmente que estar disponível para a superação.

Há, em suma, que ser tão ou mais rápido que os mais rápidos.

No Rali Vinho da Madeira, mas não só, revelou esses predicados em diversas ocasiões.



Nos seus domínios, é indiscutivelmente um piloto muito qualificado.

Poderia acomodar-se no seu recanto, concentrando-se em ampliar o seu respeitabilíssimo e recheado palmarés regional.

Porém, sempre que as circunstâncias lhe permitem, o ilheu não hesita em fazer o tirocínio para as provas continentais.

Fá-lo de forma especialmente honesta, sabedor do tremendo óbice de não conhecer à lupa as classificativas dos Ralis do CPR.

Mas fá-lo.



No contexto atual, onde a norma de inscritos à partida para os nossos Ralis é na ordem da vintena de concorrentes, Vítor Sá com frequência diz presente.

Vai a jogo.

Não perde por falta de comparência.

Só por isso a modalidade deve ter para com ele grande respeito e consideração.

Além do mais, quem vê evoluir nas classificativas nacionais percebe que o piloto sabe o que faz apelando às melhores técnicas de condução em Ralis.

Vítor Sá tem talento.

Trabalhado.

O dos abnegados.

VÍTOR SÁ/NUNO R. SILVA - Renault Clio S1600 
[Rali «Centro de Portugal», 2006, «Alcobaça 1», 13,76 kms]:
video

VÍTOR SÁ/NUNO R. SILVA - Renault Clio S1600 
[Rali «Centro de Portugal», 2006, «Alcobaça 2», 13,76 kms]:
video

VÍTOR SÁ/JOÃO PEDRO SILVA - Peugeot 207 S2000 
[Rali de Portugal, 2010, «Santa Clara 1», 22,72 kms]:
video

VÍTOR SÁ/JOÃO PEDRO SILVA - Peugeot 207 S2000 
[Rali de Portugal, 2010, «Vascão 2», 25,23kms]:
video

As fotos que publicamos no presente trabalho foram obtidas em:
http://formularali.wordpress.com/2010/04/page/5/
http://rally-mania.blogspot.com/2007_05_01_archive.html http://www.ralisasul.com/forum/viewtopic.php?f=13&t=731&start=104 http://members.fortunecity.co.uk/paulo/vitorsa4.jpg http://programacircuito.blogspot.com/2009_10_01_archive.html

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