domingo, 26 de junho de 2011

P.E.C. Nº 73: «Esperar... o inesperado»...



O filme não é muito extenso: apenas o suficiente para revelar quão caricato pode ser um Rali, com todas as suas metamorfoses e ínfimas possibilidades de suceder o inimaginável.

Participar num Rali é em grande medida como fazer parte do elenco de um filme, do qual se desconhece em absoluto o guião da próxima cena.

É, como enfatiza o narrador destas imagens, assimilar que a lei inexorável da modalidade é saber esperar o inesperado.

Os Ralis raramente são um desporto de 'recinto fechado'.

O ar que respiraram é o da rua.

Há, por isso, um certo instinto libertário que faz a modalidade recusar planificações ou estratégias pré-definidas.

Os Ralis vivem (d)o momento.

Dentro do carro tem de ser transportada a capacidade de gerir o imediato, a sabedoria de improvisar no imprevisto.

A sinopse que apresentamos de seguida são os Ralis na sua faceta mais autêntica.

Há drama, comédia, bons e maus momentos, adversidade, sentido de solidariedade, entreajuda, até mesmo o tão luso desenrascanço.

O 'amanhã' que é a tomada de tempos final de uma classificativa, é relativizado como um horizonte temporal demasiado longínquo.

A cada fração de segundo está associado um sentido de urgência, um arrebatamento que transformam cada prova da modalidade numa realidade tão bela quanto indecifrável.

Neste mundo sublime, «prognósticos», percebe-se pelas imagens que seguem, «nem no fim do troço»...


A FOTO QUE ENQUADRA O PRESENTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://amberie.wordpress.com/category/peugeot/

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