P.E.C. Nº 74: Quanto tempo demora fabricar uma lenda? 35m:15s...




Há dois anos Walter Rohrl esteve em Portugal, se a memória não nos atraiçoa para participar numa ação promocional da Porsche.

Sempre que o alemão se desloca ao nosso país, vem à liça, de forma quase incontornável, o episódio que protagonizou com Christian Geistdorfer em 1980 nos montes e vales de Arganil.

O passar dos anos transmutou a realidade, guindando aqueles momentos à condição de semi-lenda: hoje, eles são conhecidos à escala planetária.

Nuno Branco, num trabalho excecional [«Arganil e o Rallye de Portugal (1967-1986)»] elaborado para a revista AutoSport há cerca de dois anos e meio [vd. texto integral em: http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/48581], descreveu de forma superior, como é seu timbre, o que se passou na Serra do Açor nesse dia:

"No álbum de memórias da passagem do Rallye de Portugal por Arganil, o ano de 1980 tem certamente direito a uma página especial. Contando com uma dupla passagem pela versão mais utilizada nos anos anteriores, a edição deste ano tinha 42 Km, começando obviamente perto de Vale de Maceira e terminando em Folques. Na madrugada daquele dia 7 de Março, um senhor chamado Walter Rohrl completava 33 anos e estava disposto a oferecer uma inesquecível prenda a si próprio. Algumas horas antes, no hotel e antes de adormecer, percorreu mentalmente os 42km de Arganil. 
Quando o Fiat 131 se aproximou do início do troço para disputar a primeira passagem, um horrível nevoeiro não permitia ver mais do que 5 metros de distância. Então, o piloto alemão, valendo-se do "reconhecimento virtual" que havia feito no hotel, partiu para o troço disposto a correr todos os riscos para decidir ali o rallye a seu favor. Quando o seu navegador Geistdorfer começou a cantar notas, Rohrl apercebeu-se que era impossível seguir qualquer referência visual. Então, decidiu usar um sistema alternativo. Sempre que o seu navegador cantava "curva a 60 metros", Rohrl contava 1, 2, 3 segundos e virava "às cegas". Quando ouvia "100 metros", contava 1,2,3,4,5 segundos e assim sucessivamente. Este método não só lhe permitiu chegar ao final do troço com um tempo de 35m,15s, como ainda ganhou, pasme-se, 3m48s a Waldegaard e 4m40s ao seu companheiro de equipa e principal adversário Markku Alen. Visivelmente exausto, Rohrl haveria ainda de ganhar mais 1m55s a Alen, na segunda passagem (33m,13s), decidindo o rallye a seu favor."

Compreender a transcendência de fazer aquele trajeto a todo o gás com um campo de visão quase nulo, implica conhecer-se as características dos 42 quilómetros entre Vale de Maceira e Folques.

Naquele ano, 1980, a direção do Rali de Portugal apostava mais uma vez na lendária dureza da ronda de Arganil, cujas classificativas eram um exame de aferição exigentíssimo para máquinas e pilotos que só os melhores conseguiam superar sem contratempos de maior.

O troço com os clássicos 42 quilómetros, imutável desde 1977, era percorrido duas vezes num esquema competitivo capaz de, como viria a suceder, ser decisivo nas contas finais da prova.

Fazer aquele percurso implicava, à época, para a dupla de pilotos realizar cerca de 40 quilómetros seguidos na mais absoluta das solidões.

Vestígios de civilização eram nulos: não havia o 'aconchego' de percecionar um mero poste de eletricidade ou a 'visão reconfortante' de uma casa à beira da estrada.

Nada.

Quando muito, de forma fugaz, os concorrentes deparavam-se com público nas zonas mais emblemáticas da classificativa.

Num tempo em que as comunicações eram incipientes, iniciar a classificativa no cemitério em Vale de Maceira era um pouco como partir para uma expedição rumo a locais agrestes e com o seu 'quê' de inexpugnável.

No beirado dos terraços naturais do Açor, os pilotos tinham de fazer o seu trabalho de equilibrismo alheando-se das múltiplas ravinas que faziam questão de os acompanhar durante boa parte do troço.

O espetro de Arganil fazer valer a rudeza da sua lei, provocando uma desistência, era grande.

Pilotar naquelas paragens sem receio, só estava ao alcance de alguém que acreditasse numa crença superior à segurança terrena [ténue, também...] dos roll-bar.

Por tudo isto, naquele dia a capacidade de superação de Rohrl e Geistdorfer adquiriu um estatuto quase mitológico.

Em declarações à revista AutoFoco [edição nº 502, de 5 a 11 de Setembro de 2009], o próprio campeão do mundo de 1980 e 1982 não resistiu, na primeira pessoa, a dar mais umas achegas ao episódio:

"Primeiro pensei: todos os anos há nevoeiro em Arganil, vamos tentar fazer umas notas especiais. Nos treinos fazia os troços duas ou três vezes mas, naquele ano, decidi fazê-lo cinco vezes. Tinha preparado bem a classificativa... Mas antes do troço, tive um acidente, um dos carros de assistência bateu no meu, o que me deixou furioso! Lembro-me de, muito zangado, gritar ao Christian [Geistdorfer, o navegador]: 'Aperta bem os cintos, agora vou matá-los a todos!'. Foi uma motivação especial, acho que isso fez a diferença..." 
"Aquilo que aconteceu não teve nada a ver com pilotar automóveis, foi outra coisa qualquer... Algo único que nunca aconteceu. Naquele dia, a cada momento, eu tinha a certeza do ponto em que estava, mesmo sem ver nada. As notas falavam em 150 metros e eu podia fechar os olhos e sabia, agora a esquerda com uma pedra, depois a curva com a árvore pequena, etc."
E a revelação quase inacreditável: "Sabe como percebi que conhecia exatamente cada metro daqueles 42 km? Na quinta passagem pelo troço, nos treinos (que cronometrávamos sempre) tinha feito 38 minutos, já de noite. Voltámos para o hotel, deitei-me, fechei os olhos e pensei: 'vamos fazê-lo uma vez mais'. Percorri mentalmente o troço e falhei por quatro segundos o tempo que tinha feito uma hora antes, de carro!"
Depois de todos espantar, as explicações começaram a chover:
"A primeira foi, claro, que tinha atalhado. Felizmente que fizemos o troço de novo, duas horas mais tarde e as nuvens já tinham subido um pouco, melhorando a visibilidade. Como liderava por 8 ou 9 minutos, estava a andar com cuidado e o Markku quase me apanhou, chegou a estar a uns 200 metros. Até que o nevoeiro reapareceu e acabei o troço 2.50m mais rápido que ele. Então, ele veio ter comigo e disse-me: 'tens de fazer um rali só para ti, nós assim não podemos...'".
"Óculos especiais para nevoeiro, sistema de infravermelhos foram outras explicações: 'sim, houve várias, tudo inventado... Na televisão alemã expliquei que nem olhava para a estrada, que contava até seis e virava o volante... (risos). Foi uma enorme polémica! Mas foi um troço normal, sem qualquer susto ou situação complicada. Ok, foi um bocado louco, o Christian disse-me depois que não olhou uma única vez para a estrada.... Foi tudo perfeito, não falhei uma única curva! Mas não me perguntem como funcionaria hoje, não faço ideia!".

As montanhas do Açor 'pariam' naquele mesmo dia um ícone dos Ralis.

Ao contrário do que sucede com frequência neste tipo de ocasiões, não foi o passar dos anos que elevou este episódio à condição de lenda.

Nos dias seguintes ao Rali de Portugal desse ano, a imprensa especializada em jeito de rescaldo aludia à prova dando natural destaque à façanha protagonizada por Rohrl nas florestais de Arganil:

"Se dúvidas existissem quanto à capacidade do piloto alemão, elas seriam totalmente dissipadas na primeira passagem por Arganil, onde sob intenso nevoeiro Rohrl deixou os adversários mais próximos a quatro minutos…(..) era a afirmação definitiva a caminho duma vitória inteiramente justa, e uma excelente prenda de aniversário de quem completou 32 anos durante o rali…" [in: AutoSport nº 133, de 13/03/1980].

As imagens que de seguida partilhamos consigo, extraídas do prodigioso documentário «50 Years Sideways By Trackcam» falam por si: do ambiente misterioso e irresistível das noites do Rali de Portugal, ao espírito quase sebastiânico daquele nevoeiro em Arganil [as imagens colhidas dentro do carro são reveladoras das dificuldades que os pilotos encontraram para cumprir o troço], até à narração de Rohrl, em discurso direto, sobre o episódio em causa.


Mais acima, salientámos a importância de se conhecer um certo sentido de transcendência inerente à classificativa de 56,5 quilómetros de Arganil [mais não era que a extensão até Lomba - cerca de 14,5 kms - dos 42 quilómetros que terminavam em Folques], iniciada na edição de 1983 do Rali de Portugal.

Perceber todo o mistiscismo das zonas adjacentes à referida vila [Arganil] no contexto dos Ralis, implica compreender a essência daquele percurso.

No final de Julho de 2007, em conjunto com um grupo de amigos entusiastas destas coisas dos Ralis, percorremos na íntegra o antigo troço.

Algum botox em forma de asfalto foi-lhe polindo as rugas e a beleza rígida dos seus traços.

Porém, a sua aura permanece intacta.

O tempo não belisca a sua magnitude e o charme é o mesmo de sempre.

O apelo permanece, pois, imutável.

Na altura, fizemos uma descrição no fórum online da revista AutoSport daquilo que haviam sido as peripécias da caravana que integramos.

Com alterações de cosmética, é esse texto, com ilustrações, que damos de seguida por replicado.


"ROMAGEM DA SAUDADE: 56,5 QUILÓMETROS DE ARGANIL (a revisitação)"

"Relativamente à nossa 'romagem da saudade', aqui venho, então, narrar a minha visão deste dia creio que marcante para todos os que nele se viram embrenhados. 
Sem prejuízo de em breve vir a elaborar um outro texto mais completo, as minhas primeiras palavras terão de ir necessariamente para os companheiros que ousaram partilhar comigo esta aventura. 
A saber: José Pessoa de Amorim; José Ricardo Aguilar; Gonçalo Fernandes; Tony Gomes Costa; Francisco Vasconcelos e João Pedro Breda
Como tive o privilégio de há uns meses atrás [15 de Abril de 2007] ter percorrido o troço em toda a sua extensão, a ideia principal que me levou a deslocar no passado Sábado a Arganil passava essencialmente pelo convívio, pela partilha de histórias e episódios do Rali, e pela fruição da paisagem da Serra do Açor sempre absolutamente deslumbrante e altamente recomendável! 
Nessa perspetiva, a incursão pelo percurso dos famigerados 56,5 quilómetros revelou-se de novo muito bem conseguida. 
Como é bom de ver, o dia começou bem cedo [4.20 da madrugada], quanto mais não fosse para manter intacta a aura de deslocação aos Ralis de Portugal durante a noite. 
Feitos os preparativos para a viagem, a 1ª paragem verificou-se na área de serviço de Pombal da A1 pelas 6.00 horas da manhã para o obrigatório café [na realidade foram dois...], e o encontro com o Zé Amorim
Dois [breves] dedos de conversa e fizemo-nos ao caminho, passando ao largo de Coimbra pelo IP3, ladeando a Barragem da Aguieira [sempre com o seu típico e cerrado nevoeiro matinal] e rumando a Arganil, onde a concentração dos 'romeiros' se encontrava definida para a Ponte das Três Entradas
O dia começava a nascer e os primeiros raios de sol faziam revelar, na linha do horizonte, os recortes da Serra do Açor, remetendo-nos de imediato para um imaginário [já longínquo mas que perdurará para sempre nas memórias de quem o viveu de perto...] dos anos de ouro do nosso Rali. 
A chegada dos demais colegas foi sendo feita com pontualidade britânica, pelo que antes das 8 horas da manhã, à exceção do Francisco Vasconcelos, toda a caravana se fazia à estrada atacando convictamente o encadeado das serrarias do Açor pela encosta norte, rumo à Aldeia das Dez, local onde o troço começava. 
Um café retemperador numa típica tasca, e uma breve partilha de histórias com o dono da mesma [onde nos falou, com a esposa, dos galões que os pilotos bebiam antes de entrar no troço, feitos em cafeteira com a enciclopédica sabedoria das gentes do interior...] foi o mote para, convictamente e sem delongas, nos fazermos ao troço. 
Primeira paragem junto ao cemitério em Vale de Maceira, e eis que desde logo pelo João Breda foi exibido um roadbook da edição de 1982 do Rali, onde constatámos [preciosismos de maníacos por estas coisas...] que o troço afinal começava 200 metros antes do cemitério. 
Iniciamos então os primeiros quilómetros da classificativa, cujo percurso foi por nós dividido em diversas etapas: 



1ª ETAPA - Vale de Maceira/Penedos Altos:


Os primeiros 2 quilómetros, em subida, apresentam-se asfaltados e com bom piso, mas assim que cortamos à esquerda no estradão de terra [hoje impraticável para Ralis], rumo ao Piódão, fomos brindados com um piso absolutamente demolidor a fazer jus à tradição das florestais de Arganil. 



Ravinas de várias centenas de metros à nossa esquerda iam acompanhando a caravana, abrindo uma vista deslumbrante sobre a vertente sul da Serra da Estrela [com a Torre em fundo...] e, no campo oposto, o Caramulo!... 




A paisagem, inospitamente bela e agreste, ia fazendo perpassar nos nossos espíritos o profundo respeito por quem, como muitos pilotos no passado, fazia esta primeira parte do troço nos limites da estrada e dos carros, numa mescla de destreza e coragem só ao alcance de homens e mulheres fora do comum. 



Com o andar da caravana [que se foi 'alargando', dado o rasto de pó que os jipes deitavam atrás de si...] e o passar dos quilómetros, fomos vislumbrando a aldeia de Piódão à nossa esquerda, lá em baixo, no vale, e terminada a parte de terra do troço, lá estava, então, o Francisco à nossa espera nos ganchos em asfalto que descem para a típica aldeia acima citada.



Feitas as apresentações, e não sem que antes fossem feitas as [muitas] fotografias da praxe, subimos então até aos Penedos Altos pelo asfalto [nos ganchos que foram uma das imagens de marca do Rali de Portugal], aí concluindo a primeira parte do troço.

O balanço feito até então era 100% positivo, com disposição ímpar e uma análise entusiasmada e exaustiva de todas as combinações de troços, quer em asfalto quer em terra, que o local possibilita e análise a mapas, cartas topográficas e roadbooks que vieram para a 'romagem' documentando a história dos Ralis nesta Região. 
Entretanto, importante será frisar que o Zé Amorim, verdadeiramente 'foto-dependente', se embrenhava minutos a fio pelo meio da Serra até o perdermos de vista, apenas para obter o melhor ângulo ou a foto mais conseguida, num trabalho total de cerca de 300 fotos [cujo link abaixo disponibilizamos].
O sol ia fazendo valer a sua lei e, por isso, urgia iniciarmos a segunda fase do troço que compreendia... 


2ª ETAPA - Penedos Altos/cruzamento da casa do PPD:


Uma vez que esta fase do troço se encontra integralmente asfaltada, foi com rapidez que a mesma foi concretizada... 

Como nota especial de reportagem, ainda e sempre o nosso amigo a 'obrigar' a caravana a algumas paragens para as fotos, de todo o género e feitio. 
Chegados à 'casa do PPD', o Francisco fez-nos um breve introito sobre o historial daquela edificação, seguindo-se um desfilar de grandes emoções deste local tão emblemático, recordando várias edições do Rali de Portugal ali vividas, com a comparação de fotos que vários de nós ali tirámos em diferentes alturas e o enquadramento paisagístico dos dias de hoje [felizmente com mais vegetação...]...


Seguramente um dos momentos mais significativos do dia que, claro, viria a merecer um brinde singelo [duas garrafitas de um branco duriense bem fresquinho...] mas muito especial por parte dos romeiros.


Escusado será dizer, como não podia deixar de ser, que o não deixou passar o ensejo sem ilustrar o local com umas largas dezenas de fotos... 
O tempo avançava rápido, pelo que se impunha realizar mais uma 'tranche' do troço que desta vez contemplava... 


3ª ETAPA - casa do PPD/cruzamento do Mosteiro de Folques:


Entramos novamente na zona de terra do troço e, percorridos cerca de 29 quilómetros, tivemos de fazer um breve desvio de rota com a incursão ao Posto de Vigia
Mais um desfraldar de histórias do Francisco [cicerone de luxo] sobre aquele local, onde Carlos Sainz chegou a gravar spots comerciais, e voltamos ao troço, descendo para Alqueve, sempre em terra mas agora com um piso bastante aceitável, enquadrados por uma vegetação absolutamente sensacional. 
Entrada em Alqueve, já de novo em asfalto, com mais uma panóplia de histórias vividas na primeira pessoa pelo Francisco e, sempre em descida [local de muitos testes das equipas de fábrica, onde ele nos ia confidenciando ter andado ao lado de praticamente todos os grandes campeões do passado, sendo que o piloto que mais o impressionou curiosamente foi o Mark Higgins...], a caravana rapidamente chegou ao cruzamento do Mosteiro de Folques
Neste local também ele especialmente emblemático, mas um rol de recordações coletivas vividas com devoção como não podia deixar de ser [e, claro, mas umas dezenas de 'chapas' batidas pelo ...].
No frondoso e verdejante vale de Folques, iniciava-se, então, mais uma 'etapa' do troço... 


4ª ETAPA - Mosteiro de Folques/Salgueiro:


Uma curta tirada, sempre em asfalto, pelas profundezas do vale, até à pitoresca aldeia do Salgueiro, em dia de festividade local. 
Os estômagos ressequidos sentiam, então, a necessidade de líquidos retemperadores, pelo que a caravana irrompeu determinada pela magnífica taberna [sem qualquer carga pejorativa, entenda-se...] da aldeia. 
A hora era, pois então, de degustar uns revigorantes 'copos de três' bem fresquinhos, para contrapor às agruras e inclemência do calor que se fazia sentir, tarefa à qual os 'Romeiros' se dedicaram com denodo e convicção. 
Os joviais 76 anos do Sr. Ilídio, proprietário de tão emblemático estabelecimento, cintilavam de satisfação com o facto de saber os intentos e propósitos que ali nos levavam e, já se sabe, despejadas as primeiras garrafas, a casa lá nos obsequiou com uma série de rodadas, pois via-se bem que todos éramos 'excelente rapaziada'!... 


Um momento absolutamente marcante da romagem, sem sombra de dúvidas!... 
Animados por uma boa disposição inabalável, era tempo de dar continuidade à aventura e começarmos a subir montanha acima, de novo em piso de terra, com muitos ganchos à mistura pois estávamos próximo de... 

5ª ETAPA - Salgueiro/Selada das Eiras:


Selada das Eiras é um 'clássico' dos Ralis em todo o mundo, e um local verdadeiramente intemporal. 
A caravana fruiu dos prazeres desta mítica curva terra-asfalto-terra, num silêncio contemplativo e respeitador, apenas interrompido pelos flashes insistentes de um romeiro de quem me dispenso, por desnecessidade, de citar o nome. 
Mais umas fotos 'do antigamente', dos dias de Rali, foram trazidas a terreiro para a necessária comparação com os dias de hoje. 
Um pedaço de tempo extremamente bem passado, com a partilha conjunta de [muitas...] memórias de Selada das Eiras, mas as horas passavam céleres e havia necessidade de cumprir a última etapa do troço que nos haveria de levar... 


6ª ETAPA - Selada das Eiras/Lomba:


Embrenhámo-nos de novo nos estradões de terra em direção a Lomba, iniciando a descida final e os seus lendários ganchos [hoje em asfalto] até aquela povoação do concelho de Arganil que fica indelevelmente associada a esta mítica classificativa. 
Por tudo o que descrevi, é por demais evidente que foi uma experiência com grande impacto em todos os que nela intervieram, e pena foi que não pudéssemos ter contado com o José Luís Abreu, jornalista da AutoSport [afazeres profissionais de última hora impediram-no de estar presente...], o João Costa [uma enciclopédia viva dos Ralis] e a 4L do Eng. Pinto dos Santos que, desditosa, se recusou a colaborar nesta iniciativa! 
Durante o excelente almoço que se seguiu, junto ao Mosteiro de Mont'Alto, foram pelos romeiros/comensais lamentadas as ausências atrás citadas, que tornaram a caravana um pouco mais 'pobre'
No repasto congeminou-se a hipótese de vir a ser constituída uma 'Associação dos Amigos do Rali de Portugal', destinada a promover e divulgar publicamente o nossa mítica prova através de várias ideias que vieram à liça e que, a breve trecho, irão ser reveladas, pois existe um acervo documental [fotos, roadbooks, mapas, desenhos no google earth, estatísticas e demais documentação] disseminado por muitos adeptos que, reunido e tratado documentalmente, exposto na internet só poderia ser um sucesso colossal!... 


N.L., 29 de Julho de 2007."

A FOTO QUE INICIA O PRESENTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://rallydeportugalspecial.wordpress.com/page/8/


LINK COM O PORTFÓLIO DE FOTOS DA «ROMAGEM DA SAUDADE» [DE ONDE RECAIU A SELEÇÃO QUE APRESENTAMOS NESTE TRBALHO], UMAS DA NOSSA AUTORIA, OUTRAS DO COLEGA E AMIGO JOSÉ PESSOA DE AMORIM:
- http://picasaweb.google.com/nuno.lorvao/MTICOTROODEARGANILCOM565KMS?authkey=2d_GXGfQBoQ

Comentários

  1. Boa noite.

    Tem algumas fotografias dos saltos do troço da Casa do PPD antes de iniciar a aproximação ao Alqueve?

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