P.E.C. Nº 76: «...e no entanto eles movem-se»: por sinal bem depressa!



Dentro de um carro de Ralis trava-se um duelo com contornos clássicos: pedal do travão versus pedal do acelerador.

O desejável, claro, é que nenhum deles derrote o seu antagonista por nocaute.

O 'combate' só com ambos faz sentido: sem algum deles, aliás, nem sequer há 'combate'.

O espetáculo é admirável quando travão e acelerador estão em 'plena forma'.

O pedal do travão 'golpeia' indistintamente com ambos... os pés do piloto!

Já o acelerador tem um 'punch' poderoso quando aplicado com empenho pelo pé direito de quem conduz.

Na impossibilidade de um ou outro estar sempre, digamos, na 'mó de cima', espera-se que ambos saibam fazer valer a sua lei no momento oportuno para que o 'árbitro', o carro, não saia subitamente do 'ringue'.

Treinar com eficácia os dois pedais para assimilar quando devem 'atacar' e 'defender' só está ao alcance de bons mestres.

Essa sabedoria, quase ancestral, há muito vem encontrando lídimos representantes em paragens finlandesas.

É assumido que aquele país nórdico consegue regenerar-se apresentando sucessivas gerações de pilotos extraordinários.

O aparecimento dos finlandeses voadores no firmamento dos Ralis confunde-se ele próprio com o desabrochar da modalidade.

Nomes como Rauno Aaltonen, Pauli Toivonen, Simo Lampinen ou Timo Makinen introduziram nos anos sessenta a nota de pioneirismo que os seus [tantos...] compatriotas viriam a confirmar nas décadas seguintes.



A linhagem de campeões oriundos daquele país nórdico tem sido ao longo dos tempos um filão inesgotável.

Recuamos de seguida no tempo, rumo aos primórdios.



Um jovem Mikkola e o consagrado Timo Makinen realizam uma breve mas eficaz prédica sobre condução em Ralis.

Há algo de profundamente genético na forma distendida como, a alta velocidade, por entre uma lomba e diversas árvores, narram a sua condução.



Como se para eles guiar fosse tão inato e natural como respirar.

A concentração necessária para conduzir rápido numa qualquer outra pessoa, dá aqui lugar à bonomia e total descontração.

Fariam eles, os flying finns, o ponta-tacão ou correções de volante já na barriga da mãe?...


A ORDEM PELA QUAL DISPOMOS AS FOTOS NO PRESENTE TRABALHO, DEVERÁ SER ACOMPANHADA DA SEGUINTE LEGENDAGEM:
1) Pauli Toivonen e A. Jarvi no Rali de Monte Carlo em 1963.
2) Rauno Aaltonen.
3) Juha Kankkunen - ao centro -, Simo Lampinen - à direita -, com Miki Biasion.
4) Timo Makinen - à esquerda -, Paul Easter - à direita -, e o 'Mini Cooper S' vencedor do Rali de Monte Carlo em 1965.

AS FOTOS EXIBIDAS NO PRESENTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://saladasmaquinas.blogspot.com/2009/12/mike-silva-doa-receita-de-livro-para.html
- http://www.clubminicooper.com/noticat.htm
- https://picasaweb.google.com/quido.rally/Rallylegend2008#5258562005328712818
- http://rallymemory.blogspot.com/2010/10/pre-70s.html

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