P.E.C. Nº 102: Rallye Costa Brava, 1984


Recuamos no tempo, a 1984.

Vamos até à 32ª edição do Rallye Costa Brava [predecessor do Rali da Catalunha tal como hoje o conhecemos], naquele ano prova de abertura do campeonato de Espanha de Ralis em asfalto.

A Lloret del Mar, centro nevrálgico da prova, afluíam vários dos mais destacados nomes da modalidade à época em terras de nuestros hermanos.

À chamada respondiam presente, entre outros, Genito Ortiz [campeão em título] e Josep Frigola, ao volante dos sempre impressionantes Renault 5 Turbo, Jaume Pons e Carles Santacreu tripulando os seus Opel Ascona 400, ou Salvador Servià também em carro da marca alemã, mas socorrendo-se do modelo Manta 400.

As ausências de nomes como António Zanini [sem carro ao dispor para este primeiro embate], Oñoro [piloto oficial da Opel], ou Beny Fernández [piloto da Porsche] eram colmatadas por um contingente internacional de respeito, onde pontificava gente como o italiano Michele Cinotto conduzindo o Audi Quattro A2 [o vencedor da prova volvidos mais de 520 quilómetros em luta contra o cronómetro], o húngaro Attila Ferjancz no imponente Renault, o belga Jan De Boey tripulando um Ascona, Carlo Capone em Lancia 037 Rallye, o monegasco ‘Tchine’ no seu Manta, além, claro, de Henri Toivonen ao volante do icónico Porsche 911 decorado com as cores da Rothmans.

O excerto de imagens que de seguida partilhamos com os nossos visitantes, além de um pequeno retrato alusivo ao Rallye Costa Brava/1984, personificam de igual forma um pouco daquilo que é a essência dos Ralis.

Vemos as pinceladas de luz que carros e flashes fotográficos emprestam ao breu da noite.


Ouvimos o entrelaçado de decibéis entre motores e a cacofonia provinda do público.

O ambiente, mais que festa, traduz celebração.

Mas na retina fica, antes de mais, o sentido igualitário que os Ralis propõem.

Há curvas ou excertos de classificativa que por vezes personificam obstáculos.

O desafio de os superar é, como o filme documenta, similar para todos: chamem-se Henri Toivonen ou o mais incógnito dos participantes em prova.

Maior democraticidade não pode haver: nesta modalidade, à partida o imprevisto quando nasce é para todos.

As diferenças, depois, vincam-se é no momento em que piloto e navegador abordam o efeito-surpresa animados em escrever o seu próprio pedaço de história, sempre único, sempre irrepetível, impossível de imitar.

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AS FOTOS PRESENTES NESTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://www.fotolog.com/todorally2008/49979745
- http://www.pista-i-rallye.com/interior/fotos%20%20anys%2060-70-80/slides/07Cinotto-radaelli%20(Audi%20Quattro)%20Rally%20Costa%20Brava%201984.%20Tram%20Lloret.html

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