terça-feira, 25 de outubro de 2011

P.E.C. Nº 105: Mo(u)ra nos Açores o campeão nacional de Ralis/2011...


Se há carreiras que merecem ser seguidas com atenção, a de Ricardo Moura é seguramente uma delas.

A evolução do piloto açoriano, em terra e no asfalto, tem sido notória.

À margem do seu já apreciável palmarés, quem o vê em ação reconhece-lo como um dos mais qualificados pilotos nacionais da atualidade.

Um campeão fabrica-se com tempo.

Com a sabedoria de ser paciente.

Sem galgar etapas no processo de aprendizagem.

Nos Ralis a experiência e o conhecimento são decisivos para o sucesso, pelo que a construção de um palmarés sustenta-se na ascensão degrau a degrau.

O ilhéu, após várias temporadas no exigente campeonato regional dos Açores - fundamentais para refinar a sua condução -, soube perceber que a sua carreira tinha uma continuidade lógica nos Ralis do continente.

No decurso da época de 2011, a resposta de Moura não podia ser mais esclarecedora: quatro vitórias, um segundo lugar, e uma desistência no Rali de Portugal quando liderava a classificação dos concorrentes inscritos no C.P.R.

Do meio do Atlântico já em ocasiões passadas vieram pilotos com qualidade, como o 'eterno' Horácio Franco ou Gustavo Louro.

Ricardo Moura é, afinal, mais um piloto talentoso certificado pela 'escola' de Ralis açoriana.

Um dos obreiros do campeonato recém-conquistado pelo piloto de Ponta Delgada acaba por ser, colateralmente, Fernando Peres.




Os duelos intensos que travaram nos Ralis do campeonato regional dos Açores em temporadas recentes, formataram Moura para a necessidade de andar no limite durante toda uma prova sem cometer excessos, encontrando dessa forma o ponto de equilíbrio do qual dependem todos os pilotos para ganhar Ralis.

Nada havendo mais a conquistar nos Açores, em 2010 'fez-se ao mar' assestando em definitivo baterias e as suas ambições para as provas continentais.

Em boa hora materializou essa aposta.

Na temporada do ano passado, viria a averbar de forma convincente o título para carros de Produção perante concorrência de respeito.



Na época ainda em curso, 2011, Ricardo Moura tem dado expressão ao seu crescimento enquanto piloto, feito de bases sólidas e realistas.

No centro das suas atenções parece estar, a cada momento, a aprendizagem e o incremento dos seus níveis de condução.

Há, por outro lado, desarmante humildade na forma como gere a carreira: o seu parceiro de trabalho é o engenheiro do carro, não o assessor de imprensa.



Reunidos todos estes predicados, o novo campeão nacional tem evoluído de forma notória não estando ainda esgotada a sua margem de progressão.

Vamos seguramente nos próximos anos muito ouvir falar de Moura, assim consiga reunir os meios necessários à ambicionada internacionalização da sua carreira.

Para já, emprestando o seu nome à galeria de notáveis aureolados com o título de campeão nacional de Ralis, ao seu título não se pode dissociar a equipa A.R.C. - um referencial de competência e 'saber fazer' no que à preparação de automóveis de Ralis diz respeito - e António Costa, jovem, seguro de si e claramente ambicioso, talvez o maior expoente da nova geração de navegadores nacionais.



AS FOTOS PUBLICADAS NO PRESENTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://bfralifcporto2009.wordpress.com/fotos/
- http://nunobotelhophotography.blogspot.com/2011/07/ricardo-moura-sancho-eiro_19.html
- http://fotomotores.net/online/index.php
- http://oesterallys.blogspot.com/2010/06/moura-sem-problemas-regional-acoriano.html

2 comentários:

  1. Fui-lhe "entregar" o titulo a Mortágua hehe :D

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  2. Foste? Então e que tal? O CPR está muito 'pobre' em termos de carros realmente performantes, mas ainda ssim valeu a pena o espetáculo?...

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