P.E.C. Nº 130: Soltar o 'Loeb' que há em cada um de nós...

Para o comum dos mortais é irrealista sonhar ‘ser Loeb’.

Mas é plausível tentar, à escala, ‘ser como Loeb’.

Os desígnios da imaginação não têm limites.

Pode-se, como as fotos aqui publicadas simbolicamente sugerem, ser-se também piloto ao serviço da Citroen.

Andar-se também no limite de [outros] carros da marca francesa.

Ter-se de igual forma momentos de glória supremos, colocando uma ou mais rodas no ar para adornar ‘aquela’ trajetória no limite do automóvel.

Por toda a parte continuam a existir Ralis onde a perversão da 'lógica dashboard' não entra.

Ralis em que o terreno de jogo é limitado pelas quatro premissas conceptuais da modalidade: um carro, duas pessoas, um pedaço de estrada e um cronómetro.

Nada mais que isso.

A modalidade na sua essência mais pura, despida de adereços.

São Ralis que não se jogam nos San Siro de Arganil, ou nos Camp Nou de Ouninpohja, mas antes em peladinhas de rua disputadas em pedaços de estrada cujo nome nunca saberemos, talvez até porque nem sequer nome têm mas mesmo que tenham tal não importa para nada.

São Ralis 'muda-aos-cinco-acaba-aos-dez'.

Nos quais a tática soçobra perante a inspiração do momento.

Onde a cada curva o improviso e o drible espontâneo fazem regra.

É aqui, nestas provas disputadas à socapa dos media, que os Ralis melhor se encontram consigo próprios.

É com estes carros de desarmante simplicidade, quais bolas de trapos em jogo de crianças no largo da igreja da aldeia, que na maioria das ocasiões a modalidade se torna despojada, singela, por isso mesmo bela, tremendamente bela.

AS FOTOS PUBLICADAS NO PRESENTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://www.forum-auto.com/sport-auto/histoire-du-sport-auto/sujet378215-385.htm

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