sábado, 12 de maio de 2012

P.E.C. Nº 137: ...daqueles sobre os quais tudo foi dito, mas é sempre possível dizer-se algo mais!...


Muitas linhas foram já publicadas relativamente a Henri Toivonen: tantas que pouco ou nada restará por dizer quanto à carreira do malogrado finlandês no mundo dos Ralis.

Propenso ao excesso, capaz do melhor e do pior, descrever o percurso desportivo do nórdico só se consegue com o recurso sistemático à hipérbole.

Henri nunca se caraterizou pelo meio-termo ou pelo lugar-comum.

Arrebatador, temerário como poucos [porventura como ninguém], independentemente do palmarés foi talhando os seus feitos sem deixar o rasto de indiferença que o passar do tempo atira a muitos dos seus colegas de profissão.

Quem o viu não o esquecerá.

A sua envolvência na modalidade sintetiza na perfeição as facetas da vida: o êxito e o fracasso, a exultação e o drama.

Terá sido ao volante dos pequenos Talbot Sunbeam Lotus, mais até que no decurso dos ‘anos Lancia’, que Toivonen melhor se expressou na sua passagem pelos Ralis [as imagens que abaixo colocamos funcionam como uma belíssima visita guiada ao trabalho do nórdico no interior do seu 'ateliê'], quando a cada momento, a cada curva, levando absolutamente ao limite os pequenos carros britânicos parecia dotá-los de um acréscimo de potência relativamente aos valores inscritos na respetiva ficha técnica [como o gancho da Peninha ou a ponte no final da Cabreira, no presente trabalho ilustrados em foto – ambos - e vídeo – esta última, ver AQUI -, entre outros locais podem comprovadamente certificar...].


A trágica morte tombando em combate guindou o nórdico à condição de lenda, devida em grande escala às contradições de um homem sereno conduzir de forma tão indecifrável quanto complexa e carregada de equações.

A reverência que por norma se devota a um mártir, transportou Toivonen a um estatuto de quase redentor dos Ralis do seu tempo, quando a modalidade, no seu apogeu, derrapou subitamente numa sequência de episódios dramáticos que lhe viriam a mudar a face para sempre.

Calcar de forma tão incisiva o acelerador dos carros que conduziu, possivelmente levou-o a sentir em inúmeras ocasiões, quem sabe, o piso da classificativa debaixo do pé direito.


Por isso Henri foi grande num tempo de grandes.

Está naquele panteão ou elite que, não obstante tudo já ter sido escrito sobre si, há paradoxalmente sempre algo mais a poder acrescentar-se.

E quando assim é, a memória perdura!

[Nota: Sobre Henri Toivonen, recomendamos que faça o reconhecimento do percurso da P.E.C. Nº 63 deste blogue].



AS FOTOS PRESENTES NESTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://www.fotolog.com/lerfamu/38553235/
- http://www.specialstage.com/forums/showthread.php?40336-The-Original-Rally-Supercars/page7

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