sábado, 24 de agosto de 2013

P.E.C. Nº 219: Oliveira de Frades


Uma das mais admiráveis facetas que o Rali de Portugal mostrou ao longo dos anos foi a capacidade de se reinventar. 

Desde 1967, com maior ou menor ênfase a cada edição da prova foram sendo acrescentados novos polos de novidade quanto a classificativas, a ponto de hoje se poder afirmar que de Trás-os-Montes ao Algarve já poucas são as regiões de Portugal continental que em quarenta e seis anos não viram de perto, pelo menos numa ocasião, o evoluir dos bólides da modalidade. 

A antiga especial de «Oliveira de Frades», em asfalto, é um bom exemplo do trabalho de sapa que o A.C.P sempre encetou visando descobrir novas possibilidades de troços para integrar o evento. 

Nos anos oitenta, após dois anos em que a caravana de concorrentes cumpriu a especial denominada «Vouga» (sobre ela escrevemos algumas linhas na P.E.C. Nº 204 deste blogue), havia que encontrar um novo trajeto que servisse de fio condutor entre as classificativas desenhadas na Serra do Caramulo e os troços disputados na região norte do país. 

Pelo que «Oliveira de Frades», a partir de 1985 e quase ininterruptamente até 1989, serviu na perfeição esse propósito. 

Troço desenhado nas encostas do vale do rio Vouga, tem, com grande nitidez, duas fases distintas: uma em que desde o início se desce a bom descer até à estreita ponte que atravessa o citado curso de água, numa secção algo encadeada, e outra que se lhe segue, sempre em subida, com curvas médias, a proporcionar um ritmo vivo a pilotos e máquinas, para uma média final acima dos 100 quilómetros/hora. 

É tudo isto que, pensamos, melhor se pode constatar com o mapa do troço, resultados, e imagens do respetivo trajeto que de seguida publicamos.

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Nota:
Em ocasiões anteriores neste espaço debruçámo-nos sobre a ligação, para nós indispensável, entre Ralis e gastronomia. 
Falar do troço de Oliveira de Frades implica, nesse contexto, a alusão obrigatória ao restaurante «Luciana», onde até há pouco tempo se podia (provavelmente ainda se poderá), entre diversas outras iguarias, degustar um fabuloso bacalhau assado, diríamos, à antiga, apresentado em tabuleiro a rigor e, claro, acompanhado por um dos diversos fabulosos vinhos da região. 
Tal templo pode-se encontrar do lado direito do troço, ao minuto 5:57 do vídeo que segue, na pequena povoação de Casal de Sejães. 

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DATA: 7 de março de 1985.
DESIGNAÇÃO: «Oliveira de Frades».
EXTENSÃO: 8,50 quilómetros.
HORÁRIO DE PARTIDA DO PRIMEIRO CONCORRENTE: 03h:40m.
VENCEDORES:
a) Piloto(s): Massimo Biasion
b) Navegador(es): Tiziano Siviero.
c) Carro(s): Lancia Rally 037.
TEMPO REALIZADO: 4m:36s.
MÉDIA HORÁRIA: 110,87 kms/h.

DATA6 de março de 1986.
DESIGNAÇÃO«Oliveira de Frades».
EXTENSÃO8,50 quilómetros.
HORÁRIO DE PARTIDA DO PRIMEIRO CONCORRENTE03h:40m.
VENCEDORES:
a) Piloto(s)Joaquim Moutinho
b) Navegador(es)Edgar Fortes.
c) Carro(s)Renault 5 Turbo.
TEMPO REALIZADO5m:38s.
MÉDIA HORÁRIA90,53 kms/h.

DATA2 de março de 1988.
DESIGNAÇÃO«Oliveira de Frades».
EXTENSÃO8,40 quilómetros.
HORÁRIO DE PARTIDA DO PRIMEIRO CONCORRENTE20h:21m.
VENCEDORES:
a) Piloto(s)Massimo Biasion + Didier Auriol
b) Navegador(es)Carlo Cassina + Bernard Occelli .
c) Carro(s)Lancia Delta Integrale + Ford Sierra RS Cosworth.
TEMPO REALIZADO4m:45s.
MÉDIA HORÁRIA106,11 kms/h.

DATA1 de março de 1989.
DESIGNAÇÃO«Oliveira de Frades».
EXTENSÃO8,40 quilómetros.
HORÁRIO DE PARTIDA DO PRIMEIRO CONCORRENTE21h:38m.
VENCEDORES:
a) Piloto(s)Didier Auriol
b) Navegador(es)Bernard Occelli.
c) Carro(s)Lancia Delta Integrale.
TEMPO REALIZADO4m:49s.
MÉDIA HORÁRIA104,64 kms/h.



Ver OLIVEIRA DE FRADES num mapa maior

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