P.E.C. Nº 235: Para quê um Sebastião, quando do nevoeiro pode emergir um Walter?


Muito já foi dito e escrito sobre a epopeia protagonizada por Walter Rohrl e Christian Geistdorfer em Arganil, no decurso da edição do Rali de Portugal de 1980.

Em pouco mais de meia-hora, o colossal piloto alemão fez alarde à sua prodigiosa memória para recriar mentalmente cada curva (e são muitas) dos quarenta e dois quilómetros da classificativa traçada naquele ano no Açor, cumprindo-a depois a um ritmo avassalador, como se o nevoeiro cerradíssimo que tomou de assalto aquelas paragens na manhã de sete de março daquele ano pura e simplesmente não existisse.

O episódio tornou-se com o passar do tempo uma metáfora privilegiada do quão poderosa é esta modalidade.

É uma história de arrebatamento e coragem, de destreza e infindável capacidade de superação, que transcende o âmbito dos próprios Ralis.

No decurso do corrente ano, em boa hora o produtor cinematográfico alemão Helmut Deimel decidiu recrear na medida do possível esses momentos de transcendência e, para o efeito, fez deslocar a Portugal em abril passado os três protagonistas da trama (a dupla de pilotos e, claro está, um Fiat 131 Abarth).

A sinopse, belíssima, aqui fica, apelando às memórias de muitos e, confiamos, mexendo com as emoções de todos os que, de um modo ou outro, adoram e estão ligados à competição automóvel.



A FOTO DE ABERTURA DESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
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