quarta-feira, 28 de maio de 2014

P.E.C. Nº 265: Breves notas sobre o Rali Vidreiro / 2014


O Rali Vidreiro, na estrada nos próximos dias seis e sete de junho, marcará a entrada na segunda metade da temporada no campeonato nacional de Ralis. 

Com quatro provas ainda para disputar, todas elas com caraterísticas próprias e distintas entre si, os concorrentes, porém, apenas se vão deparar com pisos de asfalto até final da época. 

Até ao momento esta tem sido uma época de paradoxos. 

As provas têm sido decididas por escassos segundos. 

A maior diferença entre vencedor segundo classificado registou-se no Rali de Portugal, com os ocupantes dos dois lugares mais altos do pódio a distar entre si meros vinte e seis segundos. 

Ainda assim, com um enorme equilíbrio de andamentos a ser o tom dominante, a ironia residente no facto de nas quatro provas já cumpridas no CNR o vencedor ter sido sempre o mesmo. 

Pedro Meireles (dele se trata) e Mário Castro chegam à Marinha Grande com uma confortável liderança no campeonato, e em nada irão alterar o registo que têm vindo a manter até ao momento, feito de realismo, paciência, e também, convenhamos, alguma dose de sorte. 

Quem seguramente tem (e vai) fazer pela vida são os seus interlocutores diretos na discussão pelo título de 2014: Ricardo Moura (acompanhado por António Costa) e João Barros (ladeado por Jorge Henriques)

O tricampeão nacional quererá dar uma sapatada na má-sorte que o vem acompanhado desde o início da época, e quaisquer veleidades no que respeita ao cetro de pilotos tem que passar necessariamente por um bom resultado, se possível uma vitória no Rali organizado pelo CAMG, aproveitando as potencialidades do novo Ford Fiesta R5, recentemente adquirido. 

João Barros, campeão em título de duas rodas motrizes (o género de piso onde se sente mais confortável), em viatura idêntica à de Moura pretenderá mostrar que o bom andamento no Rali Cidade de Guimarães (no qual venceu troços e manteve-se na luta pelo triunfo até bem perto do final) não foi obra do acaso, afirmando competências enquanto real contendor ao título de pilotos. 

Adruzilo Lopes, que sem contratempos mecânicos teria muito provavelmente ganho este Rali no ano passado, como lembrou agora nos Açores de forma alguma poderá aparecer na grande área da vitória na prova liberto de marcação

Rapidíssimo, astuto, com um faro para o ‘golo’ (leia-se triunfo) apurado como nunca, apoiado no sempre bem preparado Impreza R4 de produção não está na primeira linha dos principais favoritos à vitória, mas também não se pode descartar vê-lo a morder os calcanhares dos adversários se o desenrolar da prova o proporcionar. 

Estes são, a par de José Pedro Fontes (já lá iremos), os nomes em torno dos quais girará a luta pelo triunfo no Rali Videiro

Quanto aos demais participantes, há sucintamente a destacar Ricardo Teodósio, que lhe faltando em meios o que sobra em velocidade e determinação, pretenderá todavia aproveitar a ocasião para reforçar o excelente terceiro lugar que ocupa no campeonato e, se possível, dar dores de cabeça a Adruzilo na luta pela primazia no agrupamento de produção. 

Em novo momento de aprendizagem e agora liberto das sempre constrangedoras ravinas que ladeiam alguns troços, Diogo Salvi, aos comandos do Fiesta R5, terá na Marinha Grande mais uma ocasião para procurar aproximar-se da toada de andamento dos mais rápidos. 

Nos carros de duas rodas motrizes, é expectável que possamos assistir a despiques bem vivos e renhidos entre um conjunto de pilotos com manifesta qualidade, como Marco Cid, Daniel Nunes, Gil Antunes, Ricardo Marques, Armindo Neves e o ‘internacional’ Diogo Gago

Por fim, o Porsche

Está escrito nos livros que um Porsche a competir no automobilismo não é um mero carro: é um acontecimento.

O mediatismo da criação germânica é inigualável, e é ciente disso que José Pedro Fontes, aos comandos do 997 GT3, tem a missão de levar o carro ao lugar mais alto do pódio no Rali Vidreiro

Após uma exibição dominadora em Guimarães até desistir, o piloto do Porto vem ao Pinhal de Leiria animado em repetir o triunfo de 2010, logo em troços que parecem adequar-se na perfeição às caraterísticas da máquina alemã, e dos quais o próprio nem sequer esconde serem os da sua predileção

Sobre o projeto gizado por Vítor Lopes para colocar uma outra unidade da casa de Zuffenhausen a competir nos Ralis de asfalto nacionais até final de 2014, soube-se agora que está em hibernação e em princípio só partir de Mortágua verá a luz do dia. 

Sem se saber em concreto a composição da lista de inscritos ao Rali Vidreiro a disputar-se dentro de pouco mais de uma semana, tudo para já são conjeturas. 

No entanto, salvo surpresas de última hora, os nomes que enunciámos ao longo deste trabalho serão os que emprestarão o maior brilho ao evento, sem esquecer uma nota de grande apreço pelos concorrentes que entrarão em liça envergando as camisolas do campeonato de Ralis centro e do Rallye Sprint

Da informação para já disponibilizada pelo CAMG constam os troços e respetivos horários (consultáveis em http://www.camg.pt/), num modelo de Rali como sempre com uma forte identidade em torno das especiais traçadas no eixo São Pedro de Moel / Marinha Grande (quase metade da extensão cronometrada do evento será ali realizada), desta feita com regresso à zona balizada por Leiria e Ourém, em detrimento da opção de 2013 que fez a prova transitar pela zona compreendida entre Leiria e Pombal.

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 I  N  F  O  G  R  A  F  I  A 

'FAROL'
- 18,86 quilómetros -
(classificativa n.º 1, 2 e 9)

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'CARANGUEJEIRA'
- 7,66 quilómetros -
(classificativa n.º 4, 6 e 8)

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'ESPITE/MATAS'
- 15,86 quilómetros -
(classificativa n.º 5 e 7)

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A FOTO PUBLICADA NESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
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