P.E.C. Nº 279: Rali Nordeste Transmontano - Jornal 'O Jogo' / 2005


É um dos mais enigmáticos Ralis da história da modalidade em Portugal. 

A informação disponível sobre ele é escassa. 

Imagens alusivas ao mesmo, não encontrámos. 

Pela investigação que realizámos, foi ao tempo alvo de diversas críticas, algumas delas, oriundas sobretudo dos concorrentes, assaz contundentes.

Durou um único ano.

Não deixou saudades.

Disputado nos dias 28 e 29 de outubro de 2005, o Rali Nordeste Transmontano / Jornal ‘O Jogo’ foi a penúltima etapa no calendário do campeonato nacional de Ralis desse ano, aproveitando o elã que a região de Macedo de Cavaleiros havia conseguido com a realização do Rali de Portugal naquelas paragens nos três anos anteriores.

Em substituição do saudoso Rali Dão/Lafões que conquistou fortes pergaminhos na modalidade, ao Estrela e Vigorosa Sport era de novo confiada a responsabilidade de organizar um evento em asfalto pontuável para a disciplina máxima dos Ralis nacionais, tendo a opção do clube portuense recaído em classificativas de asfalto na zona de Trás-os-Montes, ao redor de Macedo de Cavaleiros, tendo como pano de fundo a Serra de Bornes e a barragem do Azibo, ainda que o esquema da prova privilegiasse no primeiro dia a disputa de uma superespecial na cidade de Bragança.

Desenhada em terreno desconhecido, a prova suscitava por isso mesmo alguma curiosidade no pelotão que compunha o CNR há nove anos, mas logo após os reconhecimentos as expetativas desvaneceram-se por completo.

Uma completa antevisão do Rali realizada então por José António Marques no portal Sportmotores, deixava desde logo escapar um figurino de troços excessivamente rápido e desinteressante, com pouquíssima condução, a privilegiar fortemente a velocidade de ponta dos carros devido às extensas secções a rodar sempre de acelerador em baixo.

Os pilotos eram, aliás, suficientemente claros nas críticas às classificativas encontradas.

Carlos Matos, de regresso ao campeonato após ausência de mais de dois anos, em jeito de prenúncio referia que «vou tentar andar o melhor que puder, porém sem exagerar, até porque os troços do Rali Nordeste Transmontano são muito rápidos, diria mesmo excessivamente rápidos», ideia reforçada pelos pilotos oficiais da Renault (Pedro Matos Chaves e José Pedro Fontes), que de comum acordo não tinham pejo em afirmar tratar-se de «um Rali extraordinariamente rápido», enfatizando que «em algumas classificativas, não devemos ter mais do que cinco ou seis curvas definidas nas notas como médias, médias-menos», pois «todas as outras são caraterizadas como rápidas ou a fundo», para concluírem que «os motores vão andar esgotados durante largos momentos, pelo que não achamos que a organização tenha sido feliz na escolha do percurso», rematando Matos Chaves que «em termos de percurso trata-se de um Rali muito pouco interessante».

Afinando pelo mesmo diapasão, Paulo Azevedo, concorrente do campeonato nacional de clássicos, já no decurso da prova em declarações à AutoSport (vd. edição datada de 31-10-2005) era fortemente crítico do modelo gizado: «felizmente para todos (os concorrentes do CNClássicos, nota nossa) não choveu, porque poderia ter acontecido algo de muito grave. Alguns dos troços não faziam sentido, pelo seu figurino demasiado rápido e perigoso. Não entendo como é possível a FPAK aprovar uma prova assim».

Melhor que as declarações dos concorrentes, eram os números a dar conta da rapidez das especiais deste Rali.

Médias em alguns troços acima de 125 quilómetros/hora (com piso molhado) conseguidas pelos mais rápidos concorrentes do CNR, Fernando Prata (navegador de José Pedro Fontes) a revelar que em muitas ocasiões o Clio S1600 oficial rodou a 183 quilómetros/hora (infere-se, antes do motor cortar), ou o sempre desconcertante Ricardo Teodósio a referir candidamente ter alcançado 199 quilómetros/hora de velocidade máxima, dão uma dimensão assustadora dos ritmos conseguidos no evento do Estrela e Vigorosa Sport.

O coro de críticas, porém, não se esgotaria no desenho dos troços.

O facto de se disputar na sexta-feira uma superespecial em Bragança (que teve muito pouco público e deficiente divulgação, mesmo na cidade bragançana), longe do centro nevrálgico da prova sedeado em Macedo de Cavaleiros, obrigando logisticamente à montagem e desmontagem de dois parques de assistência (por meros dois quilómetros de competição), ou o facto do percurso escolhido para o shakedown ter 1,4 quilómetros de extensão, quando os regulamentos da altura obrigavam a um trajeto entre dois e três quilómetros, não permitindo assim a pilotos e equipas uma preparação do Rali da forma mais conveniente, constituíram mais achas para a fogueira de uma prova que nasceria torta e no plano organizacional nunca se conseguiu endireitar.

Nas questões desportivas, algumas curiosidades prendiam o interesse dos aficionados da modalidade.

Miguel Barbosa, sagrado bicampeão nacional de todo-o-terreno no fim-de-semana imediatamente anterior, apresentava-se em Trás-os-Montes em estreia absoluta nos Ralis aos comandos de um Peugeot 206 GTI como carro ‘0’, navegado por Luís Ramalho.

Em rescaldo, diria no final dos acontecimentos que «não deu para fazer grandes comparações em relação ao TT, visto que corri com um carro praticamente de série», mas deixando escapar, porém, que «a diferença mais notória é nós esperarmos tanto tempo para iniciar uma classificativa e depois fazermos tão poucos quilómetros».

Outro dos focos de interesse do Rali era a estreia em pisos de asfalto do Fiat Stilo Multijet, com vista à preparação do projeto da marca italiana para o CNR do ano seguinte no âmbito das viaturas motorizadas a Diesel, agora confiado às mãos de José Sampaio e do navegador Pedro Barbosa.

Não obstante o balanço positivo que a Fiat Auto Portuguesa faria da participação no evento, sobretudo na comparação com os tempos realizados pelos (futuros) rivais Skoda Fabia TDI, certo é que a presença em prova seria abruptamente interrompida após aparatoso despiste na sétima classificativa, agravado por uma forte colisão com o Citroen C2 de Pedro Fins que sairia de estrada no mesmo local minutos mais tarde.

Outro apontamento interessante, à luz daquilo que conhecemos hoje: privado do seu navegador habitual (Paulo Fiúza, ausente em paragens africanas), Pedro Zamith, piloto de um dos Skoda Fabia TDI da equipa Opção 04, socorria-se para esta prova de nova parceria quanto a copilotagem.

Em jeito de antevisão, diria que «vai ser uma novidade, depois de três anos na companhia do Paulo, mas como ele não está no nosso país tive de encontrar uma solução. Creio que não irei ter qualquer problema de adaptação, apesar de esta não ser a prova ideal para uma dupla que se junta pela primeira vez, pois os troços são muito rápidos. Mas espero que tudo corra pelo melhor, de forma a poder continuar a terminar provas, como tem sucedido nos últimos tempos».

A aposta de Zamith envolvia, ainda assim, alguns riscos.

Trocar um navegador de créditos firmados por alguém com apenas alguns anos de experiência no campeonato regional sul e agora em início de tirocínio para o nacional da modalidade, não podia deixar de ser estratégia a justificar alguns pontos de interrogação.

No entanto, não foi por problemas de navegação que o Skoda Fabia TDI não chegaria ao final da prova, e quem se sentou no banco do lado direito do carro checo, segundo as crónicas de então, cumpriu de forma muito positiva a sua função.

Era Inês Ponte, hoje personagem de grande destaque na modalidade enquanto copiloto de José Pedro Fontes no emblemático Porsche 997 GT3, que tantos adeptos tem levado aos troços de asfalto do CNR/2014.

Empatados em termos pontuais à entrada para a penúltima etapa do CNR em 2005, Armindo Araújo e Fernando Peres reuniam o grosso do favoritismo para a prova do EVS, em virtude da rapidez dos troços favorecer claramente, pelo menos no papel, as caraterísticas dos Mitsubishi de produção face aos carros com a especificação S1600 (ver exemplo comparativo de velocidades máximas já abordado anteriormente neste trabalho).

A pouca fiabilidade da nova caixa de cinco velocidades que equipou nesta prova os Lancer MR dos dois pilotos, cedo interferiria decisivamente no desenrolar do Rali, condenando o campeão nacional em título a abandono logo após a disputa da superespecial de Bragança (onde averbou o segundo melhor tempo absoluto), e obrigando o tricampeão nos anos noventa a partir para o segundo dia de refregas com uma pesada penalização de 2m:20s, colocando-o desde logo fora das contas pela vitória.

Se à hecatombe Mitsubishi somarmos um motor a acusar já alguma fadiga no carro de Ricardo Teodósio, estava aberto então palco para, com surpresa, serem os carros de duas rodas motrizes a assumir as despesas da luta pelos lugares cimeiros da classificação geral, designadamente os das equipas oficiais da Peugeot, Renault e Citroen, com a alternância de piso seco e molhado (dada a chuva que se abateu sobre a região em alguns períodos do evento) mas invariavelmente muito sujo e por conseguinte imprevisível e traiçoeiro, a dificultar sobremaneira a tarefa de todos os contendores.

Num cenário destes, rezam as crónicas que Miguel Campos (consultar declarações do piloto famalicense após a vitória aqui) e José Pedro Fontes se envolveram num duelo sem quartel pelo triunfo, alternando entre si vitórias em classificativas (vide dados estatísticos compilados mais abaixo), nunca estando ao longo de todo o Rali separados por mais de doze segundos, para tudo ser decidido nos metros finais da prova, já, digamos, em período de descontos, pela escassa margem de 2,3 segundos a favor do piloto da Peugeot (aquela que é sua antepenúltima vitória averbada no CNR até hoje).

O pódio seria completado por Bruno Magalhães (navegado por Paulo Grave) no segundo Peugeot oficial, já a mais de um minuto e meio de distância, e Fernando Peres conseguia apesar de tudo estancar perdas ao ser sétimo classificado final, dessa forma averbando dois pontos e passando para o comando da tabela de pilotos do campeonato (consultar a classificação final da prova aqui).

No troféu Punto, Jorge Pinto (detentor em título da competição) averbou folgadamente em Macedo de Cavaleiros a primeira vitória do ano, ao passo que Rodrigo Ferreira, líder do troféu (e vencedor do mesmo em 2003), pautava a sua presença neste Rali por uma toada calculista sendo segundo classificado final, partindo como claro favorito para a derradeira etapa do ano a disputar no Algarve.

quanto ao Challenge C2, Victor Pascoal levaria a melhor sobre Armando Oliveira nas difíceis especiais transmontanas, e liderando confortavelmente a competição organizada pela Citroen bastar-lhe-ia estar presente no Algarve para levar o cetro até Amarante.

O troféu Peugeot 206 GTI teria em ‘Mex’ Machado dos Santos e Paulo Antunes os dois grandes animadores da prova, mas uma saída de estrada deste último a juntar a percalço idêntico a que o jovem António Rodrigues não conseguiu também escapar, ajudaram a uma vitória do homem da MCoutinho sobre Francisco Barros Leite, correspondente a um nono lugar à geral na classificação final da prova.

No campeonato nacional de clássicos os elementos da armada Escort levariam galhardamente de vencida as classificativas traçadas em torno da Serra de Bornes, revelando-se mais competente nessa arte Joaquim Jorge (terceira vitória do ano), na frente dos irmãos Rui e Paulo Azevedo.

Polémico, criticado por quase todos, o Rali Nordeste Transmontano / Jornal ‘O Jogo’, disputado há sensivelmente nove anos, revelar-se-ia tão pouco conseguido em termos organizativos como fortemente emotivo no plano desportivo.

Nunca mais o CNR regressou àquelas paragens, e a prova foi substituída a partir do ano seguinte, 2006, pelo Rali de Mortágua que ainda hoje perdura no calendário da competição maior dos Ralis em Portugal.

No topo das (justíssimas) críticas ao Rali transmontano, encontrámos a excessiva rapidez dos troços e o desinteresse destes nos desafios à condução.

A demasiada rapidez dos troços é, aliás, de há muitos anos a esta parte matéria incontornável na discussão da modalidade em Portugal.

Na atualidade, o Rali Cidade de Guimarães é criticado pela excessiva rapidez dos troços.

As especiais do Pinhal de Leiria no eixo São Pedro de Moel/Marinha Grande são também tidas pelos pilotos como muito rápidas.

Nas classificativas de Mortágua, há diversas zonas no interior daqueles eucaliptais onde os carros esgotam o motor, pelo que não podem deixar de, pelo menos em alguns segmentos, ser também deveras rápidas.

Fica o desafio: são os troços demasiado rápidos para os carros, ou, invertendo os termos da questão, será que são as máquinas que conquistaram um nível de performance acima daquilo que as estradas lhes podem oferecer?

Discussão para próxima oportunidade…

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Nota:
- Tentámos em semanas anteriores obter do Estrela e Vigorosa Sport, designadamente da sua secção automóvel, elementos documentais que pudessem enriquecer este trabalho. Para o efeito endereçámos por escrito pelo menos dois pedidos nesse sentido, explicando detalhadamente o nosso propósito. Até ao momento não nos chegou qualquer resposta, facto que talvez ajude a explicar os motivos pelos quais o clube do Porto se encontra há alguns anos afastado da rota das grandes competições automobilísticas nacionais...

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 INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA 

 CLASSIFICATIVA N.º 1 

Data: 28 de outubro de 2005.
Designação: Superespecial de Bragança.
Extensão: 2,09 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 19h:15m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): Bruno Magalhães.
b) Navegador(es): Paulo Grave.
c) Carro(s): Peugeot 206 S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 2 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Senhora das Neves '1'.
Extensão: 9,01 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 07h:58m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): Miguel Campos.
b) Navegador(es): Carlos Magalhães.
c) Carro(s): Peugeot 206 S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 3 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Soeima '1'.
Extensão: 5,65 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 08h:16m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): José Pedro Fontes.
b) Navegador(es): Fernando Prata.
c) Carro(s): Renaul Clio S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 4 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Senhora das Neves '2'.
Extensão: 9,01 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 10h:04m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): Miguel Campos.
b) Navegador(es): Carlos Magalhães.
c) Carro(s): Peugeot 206 S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 5 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Soeima '2'.
Extensão: 5,65 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 10h:22m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): José Pedro Fontes.
b) Navegador(es): Fernando Prata.
c) Carro(s): Renault Clio S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 6 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Azibo '1'.
Extensão: 7,62 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 13h:23m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): José Pedro Fontes.
b) Navegador(es): Fernando Prata.
c) Carro(s): Renault Clio S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 7 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Senhora do Aviso '1'.
Extensão: 22,77 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 13h:49m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): Miguel Campos.
b) Navegador(es): Carlos Magalhães.
c) Carro(s): Peugeot 206 S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 8 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Soutelo de Mourisco '1'.
Extensão: 8,02 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 14h:35m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): Miguel Campos.
b) Navegador(es): Carlos Magalhães.
c) Carro(s): Peugeot 206 S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 9 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Murçós '1'.
Extensão: 12,68 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 14h:54m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): Miguel Campos.
b) Navegador(es): Carlos Magalhães.
c) Carro(s): Peugeot 206 S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 10 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Azibo '2'.
Extensão: 7,62 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 16h:02m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): José Pedro Fontes.
b) Navegador(es): Fernando Prata.
c) Carro(s): Renault Clio S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 11 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Senhora do Aviso '2'.
Extensão: 22,77 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 16h:28m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): José Pedro Fontes.
b) Navegador(es): Fernando Prata.
c) Carro(s): Renault Clio S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 12 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Soutelo de Mourisco '2'.
Extensão: 8,02 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 17h:14m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): José Pedro Fontes.
b) Navegador(es): Fernando Prata.
c) Carro(s): Renault Clio S1600.

 CLASSIFICATIVA N.º 13 

Data: 29 de outubro de 2005.
Designação: Murçós '2'.
Extensão: 12,68 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 17h:33m.
Vencedor(es):
a) Piloto(s): José Pedro Fontes.
b) Navegador(es): Fernando Prata.
c) Carro(s): Renault Clio S1600.

 INFOGRAFIAS 

 SENHORA DAS NEVES 

 SOEIMA 

 AZIBO 


 SENHORA DO AVISO 

 SOUTELO DE MOURISCO 

 MURÇÓS 

A FOTO PRESENTE NESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://www.tudosobrerodas.pt/tsr/automobilismo/1000008336-challenge-c2-total-so-se-decide-na-ultima-prova/

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