P.E.C. Nº 293: Loeb, os números, e uma pergunta...


Há uma dúzia de anos ninguém (ninguém mesmo…) imaginaria que volvida uma década um piloto de Ralis alcançaria os registos que se encontram hoje inscritos no palmarés de Sébastien Loeb

Tommi Makinen havia deixado a modalidade, Colin McRae, Kankkunen e Sainz competiam já num regime de pré-aposentação, Gronholm não era especialmente eficaz no asfalto e Burns, ainda sem o saber, infelizmente caminhava para perder o mais importante Rali de todos: a própria vida. 

Havia jovens valores a despontar. 

No dealbar do novo século, Hirvonen, Martin, Petter Solberg e Loeb ensaiavam os primeiros passos no campeonato do mundo. 

Adivinhava-se que a prazo pudessem passar da condição de esperanças para o estatuto de certezas da modalidade. 

Nenhuns indicadores havia, porém, que qualquer um deles ou outro nome conseguisse de forma tão avassaladora chegar aos números e recordes que o mais destacado nativo de Haguenau logrou atingir. 

Vitória atrás de vitória, especial após especial, foi num ápice que Séb percorreu a classificativa até ao olimpo. 

No ano (2004) em que conquistou o primeiro dos seus nove títulos absolutos de pilotos, igualou o número máximo de vitórias (seis) numa temporada, empatando nesse quesito com o compatriota Didier Auriol que havia conseguido igual honraria em 1990.

Na época seguinte, 2005, o arrebatamento completo: tona-se recordista de vitórias (dez) numa só época e consegue o feito único de na Córsega ter vencido todos os troços da prova. 

Temporada seguinte (2006), e no Japão chega ao vigésimo sétimo triunfo em eventos do WRC, suplantando Carlos Sainz nessa estatística e torna-se, isolado, o recordista de vitórias no mundial de Ralis. 

De lá para cá foi um somatório (ou se calhar, mais propriamente, uma multiplicação) de recordes.

O francês em centro sessenta e nove participações, entre diversas outras façanhas dignas de registo elevou a fasquia de títulos de pilotos (nove, todos consecutivos), vitórias em Ralis (setenta e oito), vitórias em classificativas (novecentas e cinco), ou pódios (cento e dezasseis), a padrões bíblicos que vão levar diversas gerações a ser superados, se é que, claro, alguma vez o serão. 

De toda a informação que consta do cartão de cidadão desportivo de Sébastien Loeb há. todavia, um outro item que impressiona. 

Nas nove temporadas (2004 a 2012, coincidentes, afinal, com os seus cetros máximos de piloto) em que participou a tempo inteiro no campeonato do mundo de Ralis, o piloto (ainda) ao serviço da Citroen disputou 125 provas (não incluímos as quatro últimas etapas de 2006, nas quais não participou por ter assegurado o título por antecipação, optando por investir esse período na preparação do C4 WRC que faria a sua aparição na modalidade no ano seguinte em substituição do Xsara) e nelas, independentemente do resultado final, apenas em três não logrou obter pelo menos uma vitória em especiais. 

Sabe quais?

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A FOTO DE ABERTURA DESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://www.autonews.pt/desporto/5600-vodafone-rally-de-portugal-dez-anos-no-algarve/

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