domingo, 25 de janeiro de 2015

P.E.C. Nº 288: Rali de Portugal / 2015; mapas interativos


No trabalho anterior dedicámos algumas linhas a aspetos de natureza ‘política’ do Rali de Portugal. 

Voltando à prova, viramo-nos agora para matérias de alcance prático que dizem seguramente bem mais ao comum dos adeptos. 

Além de algumas fotos que colhemos na internet ilustrando pequenos segmentos de cada um dos troços (exceção feita à superespecial de Lousada), que constituirão o esqueleto da prova a ir para a estrada em maio próximo, fazemos uma breve resenha da cronologia do evento, desde datas e horários das classificativas até à extensão de cada uma delas, além de publicarmos mapas interativos visando ajudar os nossos visitantes a melhor percecionar a fisionomia dos trajetos cronometrados, identificar quais os melhores locais para seguir carros e pilotos, bem como traçar os mais cómodos acessos até ao epicentro das emoções.

Uma vez mais, Zona-Espectáculo agradece publicamente ao João Costa, velho companheiro destas lides, a intervenção primordial que teve no desenho e elaboração dos mapas dos troços que de seguida poderão ser mais detalhadamente consultados.

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 Ponte de Lima 


 Caminha 


 Viana do Castelo 


 Baião 


 Marão 


 Fridão 


 Fafe 


 Vieira do Minho 


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 INFORMAÇÃO SOBRE CLASSIFICATIVAS 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

P.E.C. N.º 1
Designação: «Lousada».
Distância: 3,36 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 19h:01m.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

P.E.C. N.º 2
Designação: «Ponte de Lima ‘1’».
Distância: 27,53 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 9h:40m.

P.E.C. N.º 3
Designação: «Caminha ‘1’».
Distância: 18,05 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 10h:25m.

P.E.C. N.º 4
Designação: «Viana do Castelo ‘1’».
Distância: 18,76 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 11h:15m.

P.E.C. N.º 5
Designação: «Ponte de Lima ‘2’».
Distância: 27,53 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 14h:50m.

P.E.C. N.º 6
Designação: «Caminha ‘2’».
Distância: 18,05 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 15h:35m.

P.E.C. N.º 7
Designação: «Viana do Castelo ‘2’».
Distância: 18,76 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 16h:25m.

sábado, 23 de maio de 2015

P.E.C. N.º 8
Designação: «Baião ‘1’».
Distância: 18,57 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 8h:54m.

P.E.C. N.º 9
Designação: «Marão ‘1’».
Distância: 26,46 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 9h:35m.

P.E.C. N.º 10
Designação: «Fridão ‘1’».
Distância: 37,67 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 11h:02m.

P.E.C. N.º 11
Designação: «Baião ‘2’».
Distância: 18,57 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 14h:39m.

P.E.C. N.º 12
Designação: «Marão ‘2’».
Distância: 26,46 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 15h:20m.

P.E.C. N.º 13
Designação: «Fridão ‘2’».
Distância: 37,67 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 16h:47m.

domingo, 24 de maio de 2015

P.E.C. N.º 14
Designação: «Fafe ‘1’».
Distância: 11,15 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 8h:05m.

P.E.C. N.º 15
Designação: «Vieira do Minho’».
Distância: 32,35 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 8h:50m.

P.E.C. N.º 16
Designação: «Fafe ‘2’».
Distância: 11,15 quilómetros.
Horário de partida do primeiro concorrente: 11h:08m.
- Power stage -.

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AS FOTOS PRESENTES NESTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://www.panoramio.com/photo/50865521?source=wapi&referrer=kh.google.com
- http://www.panoramio.com/photo/67142607?source=wapi&referrer=kh.google.com
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- http://www.panoramio.com/photo/9084587?source=wapi&referrer=kh.google.com
- http://www.cm-guimaraes.pt/frontoffice/pages/100?news_id=1953

domingo, 18 de janeiro de 2015

P.E.C. Nº 287: O primeiro grande vencedor do Rali de Portugal / 2015 é...


Após rios de tinta e infindáveis páginas de polémicas, foi desvendado na passada segunda-feira o desenho do Rali de Portugal, a disputar entre 21 e 24 de maio próximos. 

Dentro da informação que foi sendo veiculada nos últimos meses na imprensa e redes sociais, e sobretudo a partir do momento em que foram reveladas as autarquias que integram o lote de apoiantes financeiros e institucionais do evento, acaba por não ser especialmente surpreendente o formato que o ACP escolheu para a quadragésima nona edição da prova. 

Recuperadas as superespeciais de 'Baltar' (para o shakedown) e de 'Lousada' (para a primeira classificativa do evento, à guisa de aperitivo para o restante Rali), ambas de ótima memória para os adeptos e funcionando desde logo como um sinal claro que o Rali quer ir à procura dos pontos referenciais do seu passado, há na sexta-feira (22 de maio) um conjunto de três especiais com dupla passagem a disputar no triângulo composto por Viana do Castelo, Caminha e Ponte de Lima (os troços terão precisamente a designação dessas edilidades) tendo a Serra de Arga como pano de fundo, sendo que ‘Viana do Castelo’ (18,79 quilómetros) recuperará partes da antiga classificativa de Santa Luzia, ‘Caminha’ (18,05 quilómetros) tem feições muito parecidas com o outrora troço de Orbacém, e ‘Ponte de Lima’ (27,45 quilómetros) relembra ao mundo o caráter difícil que sempre caracterizou a lendária especial de São Lourenço

No sábado (23 de maio), o Rali inflete ao interior do norte de Portugal, já no limiar de Trás-os-Montes. 

A evocação do passado continuará, porém, na ordem do dia. 

Se ‘Baião’ (18,57 quilómetros) beberá inspiração nos troços que se conheciam sob a designação de Aboboreira e/ou Carvalho de Rei, já ‘Amarante’ (37,67 quilómetros, a especial com maior extensão do Rali) não deixará de revisitar partes da antiga classificativa do Marão, acreditando-se que ‘Marão’ (27,64 quilómetros) possa constituir em larga medida terreno virgem e o grande fator de novidade do Rali em termos de percurso, quem sabe afagando carinhosamente, volvidos muitos anos, excertos da antiga classificativa da Senhora da Graça

Baião’, ‘Amarante’ e ‘Marão’ serão percorridas de igual forma por duas vezes. 

No domingo (24 de maio), as exigências televisivas ditam a necessidade de percorrer ‘Fafe’ (11,15 quilómetros) em duas ocasiões, a última delas coincidente com a power stage e o final do evento, intervaladas por uma única passagem pelo seletivo troço de ‘Vieira do Minho’ (32,35 quilómetros) que emula muito daquilo que se tornou lenda sob a designação de Cabreira. 

O Rali prevê 354,35 quilómetros cronometrados, bem como 1.529,43 quilómetros de extensão total que os concorrentes terão de cumprir.

Sobre este formato várias notas, necessariamente breves. 

O modelo da próxima edição da prova exprime a interpretação serena e realista que Pedro de Almeida faz dos constrangimentos que a FIA impõe em matéria de organização dos Ralis do WRC, que aliás, ainda que a sul, já conhecíamos do ano passado. 

Teremos de novo dezasseis classificativas no total do Rali, correspondentes a uma superespecial de abertura (antes Lisboa, agora, em ‘recinto fechado’, no eurocircuito de Lousada), seguida de dois dias, sexta e sábado, com dupla passagem por três troços diferentes, para tudo acabar no domingo com uma dupla passagem por uma especial com pouco mais de dez quilómetros (a última delas correspondente à power stage televisionada do evento) intercalada por um único troço (São Brás de Alportel em 2014, ‘Vieira do Minho’ em 2015), sendo que inclusive a passagem terra-asfalto-terra capaz de atrair milhares de espetadores (dando por conseguinte um ótimo boneco televisivo, dentro do propósito de ‘levar o Rali de Portugal para junto dos adeptos’) que em anos anteriores conhecemos no gancho de Cortelha, será agora, claro, teletransportada diretamente para o Confurco. 

Há em nossa opinião pouco Fafe no Rali de Portugal de 2015, talvez a maior lacuna a apontar ao esquema competitivo do evento. 

Uma das grandes catedrais dos Ralis em Portugal, que se celebrizou pelo excelente desenho dos troços, bom piso, e o seletivo sistema de rounds, confina-se agora à Lameirinha, esquecendo Luílhas (classificativa da nossa predileção), Montim ou Lagoa, algo que nos parece francamente redutor. 

Já sexta e sábado levam a caravana até locais excecionais para a prática de Ralis e que se julgavam já algo perdidos para a modalidade, prometendo grande espetáculo de condução e emoções fortes para a enorme falange de aficionados que se deslocará ao norte do país para seguir de perto a arte dos melhores pilotos do mundo. 

No regresso do Rali de Portugal às regiões do Minho e Trás-os-Montes, volvida década e meia de ausência daquelas paragens, emerge obviamente um nome.

Mais que de qualquer outra pessoa, este é obviamente o Rali de Carlos Barbosa, o Rali que Carlos Barbosa quer, e o Rali para o qual Carlos Barbosa deu de penhor, interna e externamente, a sua reputação e credibilidade.

Independentemente daquilo que vier a ser a avaliação final do evento, até lá será seguramente o seu nome (simpatize-se ou não com a maneira como intervém publicamente) a estar em alta.

A forma como decorrer a prova em 2015, designadamente na questão sempre premente da segurança, ditará, porém, o futuro do Presidente do ACP no contexto do automobilismo.

Não há meio-termo.

Se existirem percalços com público ou concorrentes fica em xeque e especialmente comprometida a posição daquele que é o Presidente da Comissão WRC da FIA, não deixando seguramente de haver quem lhe lembre a ausência de contratempos que marcam a história de dez anos de Rali de Portugal no Baixo Alentejo e Algarve.

Se tudo correr bem (Pedro de Almeida é, ao fim ao cabo, em termos práticos o grande seguro de vida institucional de Carlos Barbosa), como todos esperamos, o líder máximo do ACP terá toda a legitimidade para cantar vitória e colher sozinho os louros da sua aposta.

Para já, com a confirmação da realização da prova na região norte (de que muitos, nós incluídos, chegaram a duvidar tamanhos os ziguezagues dados durante o percurso que a trouxe até aqui), há alguém que pode para já cantar vitória, e esse alguém é, reconheça-se, Barbosa.

Entendemos que Carlos Barbosa apresenta muitas vezes dificuldades em selecionar convenientemente o tempo e o modo como comunica.

Cultiva um estilo polémico, a espaços truculento, que em nada ajuda a estabelecer um clima favorável junto de boa parte dos decisores políticos, logo num evento que ajuda a promover a imagem do país no exterior e nessa medida precisa de dinheiros públicos.

Nos últimos anos o líder do ACP abriu frentes de guerra com municípios (a Câmara Municipal do Porto é o exemplo de maior vulto), com regiões de turismo, com organismos públicos, com ministros e secretários do estado, partidos políticos, ou, mais recentemente, com a própria FPAK.

À exceção da grande massa dos adeptos de Ralis, contra (quase) tudo e contra (quase todos) o Rali de Portugal de 2015 está aí.

Dentro da premissa e intenção de ‘levar o Rali de Portugal para onde está a paixão pelo automobilismo’, ideia (algo espúria, a nosso ver), aliás, apadrinhada com o beneplácito de Todt, acreditamos que em maio próximo a prova irá ser um sucesso em termos de adesão do público, se por ‘sucesso’ entendermos um grande número de pessoas, algo que não significa necessariamente adeptos. 

Pedro de Almeida sabe o que faz, é da sua pena que tem saído desde há vários anos um dos Ralis melhor organizados em todo o calendário do WRC, designadamente no item da segurança, e já terá antecipado todos os cenários possíveis no que se prende com o comportamento do público, ainda que perante centenas de milhares de espetadores possam sempre haver comportamentos irresponsáveis e difíceis de prever. 

Do norte, do centro e do sul de Portugal, da Galiza, das Astúrias, enfim, do mundo, estará muita gente (muita mesmo) a assistir ao evento, e nessa medida e desse ponto de vista não será arriscado antecipar que a edição do corrente ano do Rali de Portugal vai ser um grande sucesso; deseja-se é que não venha a ser, por postura indevida do público, ‘vítima’ do seu próprio sucesso.

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A FOTO PUBLICADA NO PRESENTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://www.dn.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=3297077

domingo, 11 de janeiro de 2015

P.E.C. Nº 286: Onde se fala de promoções, não necessariamente as das cadeias de supermercados...


Palavras ou conceitos como ‘Promoção’ ou ‘Retorno’ fazem hoje parte integrante, com ares de destaque, do glossário dos Ralis portugueses.

O tempo que vivemos é enfaticamente mediático.

Quem não consegue dar-se a conhecer através dos meios de comunicação ou de plataformas como as redes sociais, está confinado, para o bem ou para o mal, a uma quase irrelevância e secundarização.

O automobilismo em termos gerais vive há cerca de cinquenta anos de patrocinadores, que investindo na modalidade necessariamente pretendem em contrapartida exposição à maior escala possível das respetivas marcas/produtos.

Para que tal se consiga com eficácia é necessário que as corridas de carros cheguem aos jornais, às rádios, às televisões, à internet (que cheguem às pessoas, em suma), divulgando a espetacularidade ímpar deste desporto, mostrando as prestações diabólicas dos bólides, ou revelando a destreza, tenacidade e incrível habilidade de condução dos pilotos.

A ‘Promoção’ dos Ralis em Portugal está em suma, como nas demais disciplinas do desporto automóvel disputado no nosso país, na ordem do dia, não obstante nesta matéria a espaços nos parecer que os diversos agentes da modalidade estão um pouco como os adolescentes antes de vivenciar as sensações da sexualidade: sabem o que é, mas não sabem inteiramente como se faz.

Desconstruir o atual paradigma é, todos concordam, decisivo no futuro dos Ralis lusitanos.

Não se tem mostrado possível encontrar uma entidade que esteja em condições de edificar uma parceria estável e duradoura com vista ao reforço da imagem do campeonato nacional de Ralis, fazendo pontes e servindo de elo de ligação entre os protagonistas da modalidade e a comunicação social, havendo até boas ideias e antecedentes interessantes nesta área como o trabalho encetado pela Starsign no Open de Ralis em 2007 e 2008, e CNR em 2009.

Promotor precisa-se, facto que por si só também levanta algumas questões: numa lógica comercial, quem assumir a responsabilidade de tal missão pretenderá natural e legitimamente colher dividendos do respetivo trabalho.

dinheiro para tal?

Onde?

Quem está disposto a pagar?

Questões complexas.

É claro que nisto das ‘promoções’ os Ralis podiam tentar atrair quem em Portugal percebe verdadeiramente do assunto, mas não nos parece plausível que rapaziada como o Belmiro e/ou o Alex Soares dos Santos se deixe render nos próximos tempos aos encantos, por exemplo, de levar na passagem dos bólides com uma nuvem de pó em cima após um slide mais vigoroso num qualquer troço de terra deste país.

Encontrar uma entidade que assuma as despesas de divulgar o campeonato nacional de Ralis tem sido um desafio difícil de cumprir.

Os pilotos, socorrendo-se da imaginação e cientes da importância de dar retorno aos seus patrocinadores, vão em alguns casos conseguindo alavancar mediaticamente e de forma eficaz os respetivos projetos desportivos.

Têm noção do que precisam para manter patrocinadores, e daquilo que é em geral a melhor forma de seduzir novos parceiros à sua causa.

quem defenda que, neste contexto, ainda que provisoriamente poderia testar-se em abstrato um modelo em que a APPA, federando as sensibilidades e experiência dos seus associados nesta área, assumisse, ela própria ou em consórcio por exemplo com a ACOR, a promoção do campeonato de Ralis, como forma até de a resgatar institucionalmente de uma certa hibernação em que tem caído após o ato eleitoral que legitimou os atuais órgãos sociais da FPAK.

Não é, porém, expectável que tal se verifique, quanto mais não seja porque os pilotos convergem grandemente em reconhecer a necessidade de promover a modalidade, ao mesmo tempo que divergem das formas mais díspares quanto ao modelo sustentável de CNR a prosseguir nos próximos anos.

Mesmo na ausência de um promotor, mesmo com um share quase residual na emissão das televisões lusas, há ainda assim boas notícias que o ano anterior nos trouxe quanto à divulgação das principais competições de Ralis em Portugal.

A AutoSport TV, ideia adaptada para o nosso país repristinando algumas boas práticas que se fazem no exterior nesta área, tem-se assumido como um veículo muito importante na projeção deste desporto. 

Quando as televisões, sobretudo a pública, têm ignorado quase por completo as peripécias das competições nacionais de automobilismo, as imagens publicadas no site do semanário dos campeões vão procurando suprir carências quanto à promoção deste desporto, seja dando a voz na primeira pessoa aos pilotos (que não apenas aos mais cotados, facto positivo que merece nota de realce), seja mostrando reportagens das nossas provas.

A AutoSport TV é, parece-nos, um dos acontecimentos mais interessantes do ano transato em matéria de Ralis, muitas vezes com um conteúdo informativo muito válido e atualizado.

É um projeto que não é, nem pode ser, um substituto das televisões, uma vez que não chega a um público generalista nem dispõe dos meios quase infindáveis dos principais operadores televisivos.

No entanto, mesmo se atendermos a uma certa exiguidade de meios, tem vindo ali a ser encetado um trabalho com qualidade que enobrece e ajuda a promover esta modalidade de todos nós, de que nos parece um ótimo exemplo, entre outros, o completo resumo com mais de quarenta e oito minutos da temporada do CNR em 2014, o qual pode ser consultado AQUI.

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O LOGOTIPO PUBLICADO NESTE TRABALHO FOI OBTIDO EM:
- www.autosport.pt

domingo, 4 de janeiro de 2015

P.E.C. Nº 285: Rali Sopete/1997. De polémica em polémica, até à polémica (após o) final!


É considerável o número de ocasiões em que os Ralis portugueses mantêm em aberto canais privilegiados em direção à controvérsia. 

Muito ruído, pouca serenidade, e reduzida apetência para discutir os problemas de fundo deste desporto, redundam quase sempre em conversas de surdos, cujo desenlace é mais ou menos conhecido: os pontos de entendimento são difíceis de encontrar, a celeuma persiste, as questões por resolver arrastam-se (tudo resultado, não só mas também, de um meio pequeno no qual todos os intervenientes se conhecem bem), e a modalidade ocupa amiúde espaço mediático à volta de quezílias ao invés de se centrar na performance dos carros e/ou na arte sublime dos pilotos. 

Em suma, para não nos alongarmos: Portugal. 

Mais que os adjetivos que possamos empregar na abordagem às tricas dos Ralis do nosso país, pensamos que as imagens que seguem, alusivas ao Rali Sopete na sua edição de 1997 (evento de abertura do CNR há dezoito anos), são, entre outros, um bom exemplo de como uma prova, antes, durante, e depois do respetivo tempo de jogo, consegue ter capacidade de gerar mais atenção ao redor de assuntos extradesportivos que propriamente se focalizar nas peripécias do jogo jogado

Do conjunto de declarações públicas (porque proferidas perante e para as câmaras de televisão) proferidas naquela altura, as quais, aliás, o caro leitor poderá visionar logo após este texto, não nos compete tecer juízos de valor, quanto mais não seja por não nos encontrarmos suficientemente informados nem documentados para tal. 

No entanto, perpassa claramente a ideia que ao tempo os maiores lesados foram, como são quase sempre nesta modalidade em Portugal, quem investe dinheiro para competir, leia-se, para que dúvidas não subsistam, pilotos e equipas. 

E no entanto, a etapa de abertura do campeonato nacional de Ralis há dezoito anos teve tudo para ser um Rali excecional. 

Em paragens de festivais rock, o alinhamento do concerto revisitava inevitavelmente êxitos intemporais como ‘Cerquido’, ‘Serra de Arga’, ‘Vilar de Mouros’, ‘Cabração’ ou ‘Paredes de Coura’, e o som direcionado à plateia provinha de riffs poderosos habilmente dedilhados em qualquer coisa como Fenders RS Cosworth ou Gibsons Evo

Infelizmente, o Rali Sopete disputado em 1997 viria a fazer-se ouvir por motivos alheios ao espetáculo propriamente dito, com o ruído mediático a sobrepor-se ao ruído dos automóveis. 

O jornalista Pedro Gil Vasconcelos em peça assinada para o saudoso magazine 'Rotações', no vídeo abaixo partilhado resume-lhe exemplarmente porquê.

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- OS RESULTADOS FINAIS DO RALI SOPETE / 1997 PODEM SER CONSULTADOS AQUI.

- A FOTO DE ABERTURA NO PRESENTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://www.cidadevirtual.pt/rallyesopete/cartaz97.jpg