quinta-feira, 23 de julho de 2015

P.E.C. Nº 313: Rali Vidreiro/2015, 'São Pedro 1'


Com o presente trabalho conclui-se um ciclo de cinco PEC dedicadas ao Rali Vidreiro disputado em finais do passado mês de junho. 

A primeira passagem pela especial de São Pedro’ (versão redux do troço do ‘Farol’ percorrido no dia anterior) ditaria, após a sua conclusão, a passagem de Pedro Meireles e Mário Castro para o comando das hostilidades, numa altura em que a prova estava verdadeiramente ao rubro e fazia adivinhar desfecho tão emotivo quão incerto. 

Os desenvolvimentos subsequentes confirmaram tal presságio. 

A dupla campeã nacional não conseguiu escapar a dois piões duas classificativas depois, entregando de bandeja a contenda pela vitória a Fontes e Moura

Como resenha final dir-se-á ter sido o Vidreiro uma ótima prova do ponto de vista desportivo, extremamente equilibrada, deveras competitiva, os condimentos, no fundo, que se desejam pautar sempre toda e qualquer etapa do campeonato nacional de Ralis. 

As aventuras e desventuras da competição seguem, sempre a fundo, no final de julho/início de agosto no sempre único e espetacular Rali da Madeira.

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 José Pedro Fontes + Miguel Ramalho  - <Citroen DS3 R5>

 João Barros + Jorge Henriques  - <Ford Fiesta R5>

 Ricardo Moura + António Costa  - <Ford Fiesta R5>

 Pedro Meireles + Mário Castro  - <Skoda Fabia R5>

 Adruzilo Lopes + Vasco Ferreira  - <Subaru Impreza Sti R4>

 Diogo Salvi + Paulo Babo  - <Ford Fiesta R5>

 Carlos Vieira + Luís Ramalho  - <Porsche 997 GT3 Cup>

 Ricardo Costa + Nuno Almeida  - <Mitsubishi Lancer Evo X>

 Joaquim Alves + Pedro Alves  - <Skoda Fabia S2000>

 Gorka Antxustegi + Alberto Iglésias  - <Suzuki Swift S1600>

 João Ruivo / João Peixoto  - <Renault Clio R3>

 Manuel Castro + Luís Costa  - <Mitsubishi Lancer Evo IX>

 Fran Cima + Alejandro Lopez  - <Renault Clio R3T>

 Gil Antunes + Diogo Correia  - <Renault Clio R3T>

 Elias Barros + Ricardo Faria  - <Ford Fiesta R5>

segunda-feira, 20 de julho de 2015

P.E.C. Nº 312: Rali Vidreiro/2015, 'Espite/Matas 1'


Em trabalhos recentes temos vindo a abordar o frenético Rali Vidreiro disputado no final do mês de junho, com a publicação de imagens e a partilha de alguns apontamentos pessoais relativamente ao que fomos observando durante o evoluir do evento. 

Já abordamos classificativas da prova onde triunfaram José Pedro Fontes, Carlos Vieira e Carlos Martins

Desta feita, na primeira passagem por Espite/Matas (quinto troço do Rali), a nota de destaque vai para a primeira vitória em especiais no campeonato nacional de Ralis do novo Skoda Fabia R5, tripulado pelos campeões nacionais Pedro Meireles e Mário Castro, um automóvel bem nascido e, como salientámos anteriormente, a parecer-nos ser em definitivo uma arma muito eficaz para o ataque da dupla minhota aos cetros de 2016.

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 JOSÉ PEDRO FONTES «» MIGUEL RAMALHO  - (CITROEN DS3 R5)

 JOÃO BARROS «» JORGE HENRIQUES  - (FORD FIESTA R5)

 RICARDO MOURA «» ANTÓNIO COSTA  - (FORD FIESTA R5)

 PEDRO MEIRELES «» MÁRIO CASTRO  - (SKODA FABIA R5)

 ADRUZILO LOPES «» VASCO FERREIRA  - (SUBARU IMPREZA STI R4)

 DIOGO SALVI «» PAULO BABO  - (FORD FIESTA R5)

 CARLOS VIEIRA «» LUÍS RAMALHO  - (PORSCHE 997 GT3 CUP)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

P.E.C. Nº 311: Rali Vidreiro/2015, 'Caranguejeira 1'


A meio do último Rali Vidreiro as emoções desportivamente falando estavam ao rubro.

Andamentos no limite, quase todos os mais qualificados pilotos do plantel à procura de glória, e alternância de vitórias em classificativas marcavam por esta altura a prova, antevendo um desfecho extremamente renhido que o final da corrida haveria de confirmar.

A páginas tantas, ao quarto troço do evento (‘Caranguejeira 1’, o primeiro do segundo dia de despiques, a que as imagens que de seguida se publicam dizem respeito) foi Carlos Martins, acompanhado de Daniel Amaral, quem chamou a si o protagonismo ao triunfar com alguma surpresa na pequena especial do concelho de Leiria. 

Escrevemos ‘alguma surpresa’, não porque o piloto de Serpa não apresente credenciais mais que suficientes para este género de façanhas, antes porque tripulando um S2000, ainda que com o pedigree de ser a viatura campeã nacional em título, tem em mãos material em fim de geração e menos competitivo que o de vários dos rivais diretos. 

Num enquadramento destes, Martins podia defender-se. 

Dentro e fora do carro. 

Dentro, moderando o andamento para concluir Ralis atrás dos R5, cumprindo o que de certa forma é expectável e na prática lhe é exigível. 

Fora, fazendo circular a mensagem carregada de ambiguidade que conhecemos como «o objetivo é terminar Ralis para acumular quilómetros» ou expressar um sentimento positivo pelos simples facto de «terminar como o melhor dos ‘não R5’»

O piloto do Skoda exprime todavia em competição uma certa exaltação das características das gentes do Alentejo, de onde é natural. 

Há ‘nervo’ (visível e audível) na condução de Carlos Martins

Há determinação e o ‘tamborilar’ impaciente do pé sobre o acelerador em curva, antes de pisar o pedal direito a fundo à entrada da reta seguinte (a última fronteira a partir da qual se está perante pilotos realmente de topo)

E há o caráter férreo de antes quebrar que torcer, que poucas vezes se encontra em quem tem em mãos material menos eficaz que a concorrência. 

Num enquadramento destes, sabendo-se de antemão ser um S2000 bem mais exigente em termos de condução que qualquer viatura do agrupamento de produção, com limites mais apertados e difíceis de encontrar, Martins é o peso-médio combativo que começa a mostrar qualidade e ambição em medir-se com os pesos-pesados dos Ralis nacionais, mesmo que aqui e ali, como sucedeu na classificativa seguinte do Vidreiro (‘Espite-Matas 1’), possa naturalmente ir ao tapete vítima do seu próprio voluntarismo e fogosidade.

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 José Pedro Fontes + Miguel Ramalho  - [Citroen DS3 R5]

 João Barros + Jorge Henriques  - [Ford Fiesta R5]

 Ricardo Moura + António Costa  - [Ford Fiesta R5]

 Pedro Meireles + Mário Castro  - [Skoda Fabia R5]

Adruzilo Lopes + Vasco Ferreira - [Subaru Impreza Sti R4]

 Diogo Salvi + Paulo Babo  - [Ford Fiesta R5]

 Carlos Martins / Daniel Amaral  - [Skoda Fabia S2000]

 Carlos Vieira + Luís Ramalho  - [Porsche 997 GT3 Cup]

quinta-feira, 9 de julho de 2015

P.E.C. Nº 310: Rali Vidreiro/2015, 'Farol 2'

"Quero sobretudo correr por prazer e sinto que um GT como o Porsche é o carro ideal a todos os níveis. É certo que vou descobrir todo um mundo novo porque nunca fiz um rali a sério, nunca corri com notas, nunca tive sequer muito contacto com esta modalidade como espectador. Não coloco qualquer pressão sobre mim próprio e não quero criar a ilusão de que vou andar ao nível dos melhores pilotos dos R5. Acima de tudo quero aprender e evoluir o mais possível ao longo deste primeiro ano nos ralis." 
Carlos Vieira, in AutoSport online, fevereiro de 2015

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Dois ou três dias antes do pretérito Rali Vidreiro ir para a estrada, enviámos ao nosso amigo Pedro Branco (administrador do Portal ‘Motorart’ no Facebook) uma mensagem solicitando-lhe, em suma, que nos indicasse onde se poderia obter as tabelas de tempos das classificativas do Rali Vila de Monchique, disputado em 13 e 14 de junho e pontuável para a Taça FPAK de Asfalto, Campeonato Nacional de Iniciados e de Clássicos, Challenge DS3 R1, e Campeonato FPAK de Ralis Sul.

A nossa ideia, como aliás então sinalizámos ao Pedro, era perceber de que forma Carlos Vieira se tinha comportado na prova, sobretudo na comparação com os tempos realizados em cada troço tendo como barómetros Carlos Martins e João Barros, seus rivais diretos nos Ralis de asfalto do Campeonato Nacional de Ralis.

Sabíamos de antemão que o desenho da prova algarvia não tinha sido especialmente favorável ao Porsche do piloto de Braga, dada a sinuosidade das classificativas e estradas muito estreitas do percurso a premiar seguramente carros com muito maior elasticidade que a máquina germânica, sem esquecer o asfalto tremendamente sujo e, em determinados segmentos, húmido, que viria a marcar o Rali do Clube Automóvel do Sul.

Ainda assim, não obstante este enquadramento desfavorável, Vieira conseguiu ser o mais rápido numa das especiais da prova traçada ao redor do monte da Foia (fruto de uma arriscada mas bem sucedida escolha de pneus), algo que nos aguçou o apetite para tentarmos medir a sua evolução neste ano de estreia na modalidade, bem como, ato contínuo, aferir da possibilidade concreta de repetir a proeza no Vidreiro, agora com concorrência mais apertada mas também em terreno em tese mais ajustado as características do 997 GT3.

Foi com base nestes pensamentos que trocámos entusiasticamente algumas mensagens com o Pedro.

Discutimos em conjunto hipóteses, lançámos na conversa a inexperiência de Vieira em matéria de Ralis, trouxemos à liça a sua evolução notória nas provas de estrada, mas o animado debate havia de terminar inconclusivo, não obstante secretamente nós, Zona-Espectáculo, sem o revelar aventássemos a hipótese, ainda que remota, do homem do Porsche poder efetivamente liderar a tabela de tempos num qualquer dos oito troços ‘normais’ do Vidreiro, sobretudo os do Pinhal de Leiria (ideia que, aliás, presidiu precisamente ao pedido inicial feito por nós ao comparsa mentor do ‘Motorart’)

A resposta dada por Carlos Vieira no evento do Clube Automóvel da Marinha Grande foi cabal e desarmante: dois triunfos em troços, e consistentemente tempos próximos dos mais rápidos (à exceção da curvilínea classificativa de Espite/Matas e da Superespecial desenhada no Centro da Marinha Grande, bem como em ‘Farol 1’ onde furou), isto, note-se enquanto parâmetro de análise, apenas na segunda prova que disputou no campeonato nacional (em Guimarães desistiu prematuramente logo após a Superespecial do primeiro dia, pelo que não consideramos em termos práticos a prova do Targa Clube como entrando nesta contabilidade)

Vieira é um piloto de insuspeita qualidade.

Sabe dominar carros potentes e exigentes no plano da condução, credenciais que o ajudam na compreensão do funcionamento do Porsche e na forma mais eficaz de extrair aquilo que de melhor a criação teutónica pode oferecer em matéria de competitividade.

Com uma carreira sustentada e evoluída degrau-a-degrau, tornou-se em 2012 campeão nacional de velocidade, feito que repetiria em 2013 não fossem questiúncluas de cariz administrativo e uma tendência irreprimível para a autorridicularização de que o automobilismo português frequente dá mostras, a privá-lo de um título que dentro de pista foi mais que seu.

Após o ano de 2014 a competir nos sport-protótipos, redirecionou a sua carreia na presente temporada para os Ralis após uma primeira experiência, aliás bem-sucedida, no festival do CAM disputado em janeiro passado.

Ao décimo troço (‘Farol 2’, de cujas imagens se reporta este trabalho) que realizou no CNR conseguiu obter a primeira vitória em especiais (repetiria o feito em ‘Caranguejeira 2’, aqui empatado com J. P. Fontes), seguramente um tónico fortemente motivador para futuros Ralis e um bom mote para credibilizar o seu projeto na modalidade junto dos atuais e hipotéticos futuros patrocinadores.

Num mundo novo para si e que confessamente desconhecia até ao corrente ano, Vieira tem feito depressa o ‘caminho das pedras’ neste desporto, evoluindo rapidamente as suas prestações ao volante, entrosando-se com facilidade numa temática nem sempre fácil de assimilar que é a confiança absoluta nas notas ditadas pelo navegador (Luís Ramalho, experimentadíssimo neste desporto e de insuspeita qualidade na sua arte), e parece sentir-se confortável neste novo desafio ao falar já uma certa linguagem dos Ralis, expressa na vontade de, ainda no decurso da presente época desportiva, tentar fazer uma prova em piso de terra num carro competitivo de tração total, como forma de verificar aptidões e preparar um projeto mais sólido e com renovadas ambições para 2016. 

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 Pedro Meireles  //  Mário Castro  - (Skoda Fabia R5)

 Ricardo Moura  //  António Costa  - (Ford Fiesta R5)

 José Pedro Fontes  //  Miguel Ramalho  - (Citroen DS3 R5)

 João Barros  //  Jorge Henriques  - (Ford Fiesta R5)

 Adruzilo Lopes  //  Vasco Ferreira  - (Subaru Impreza Sti R4)

 Carlos Martins  //  Daniel Amaral  - (Skoda Fabia S2000)

 Joaquim Alves  //  Pedro Alves  - (Skoda Fabia S2000)

 Marco Cid  //  Nuno Rodrigues da Silva  - (Renault Clio S1600)

 Paulo Neto  //  Vítor Hugo   - (Citroen DS3 R3T Max)

 Manuel Castro  //  Luís Costa  - (Mitsubishi Lancer Evo IX)

 Elias Barros  //  Ricardo Faria  - (Ford Fiesta R5)

 João Ruivo  //  João Peixoto  - (Renault Clio R3)

 Renato Pita  //  Luís Cavaleiro  - (Peugeot 208 R2)

 Carlos Vieira  //  Luís Ramalho  - (Porsche 997 GT3 Cup)

A FOTO PRESENTE NESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
http://ptjornal.com/wp-content/uploads/2015/06/CarlosVieiraVidreiro215.jpg

quinta-feira, 2 de julho de 2015

P.E.C. Nº 309: Rali Vidreiro/2015, 'Farol 1'

O Rali Vidreiro (a quinta de oito etapas no calendário da presente temporada), disputado no transato fim-de-semana, marcou o apito para o início da segunda parte do campeonato nacional de Ralis de 2015. 

Ao ‘intervalo’, em termos de triunfos à geral, verificava-se um empate 2-2 entre Fontes (Guimarães e Castelo Branco) e Moura (Fafe e Açores), e por conseguinte a prova da Marinha Grande assumiu-se como palco de excelência para nova medição de forças entre os homens envergando as cores da Sports & You e da ARC Sport, confirmando a supremacia de ambos até ao momento em termos de campeonato, ou oferecendo uma janela de oportunidade a outros contendores à espreita de lugares de destaque. 

Aconteceu um pouco das duas situações no Rali posto na estrada pelo CAMG

Se é certo que no final da refrega Moura e Fontes ocuparam por esta ordem os dois lugares mais altos do pódio, separados por escassos 3,9 segundos, não é menos verdade que vários outros pilotos assumiram grande quota-parte de protagonismo nas especiais de São Pedro de Moel, Leiria e Ourém

Pedro Meireles estreou o Fabia R5, confirmando a perceção, vista de fora enquanto espetadores, que já havíamos firmado no Rali de Portugal: trata-se um automóvel que parece filtrar muito bem o solo, muito estável e com uma eficaz e linear tração à saída das curvas (predicados que se atribuem por norma também ao ‘primo’ Polo WRC), dando seguimento à tradição do departamento de competição da marca de Mladá Boleslav em construir ótimos produtos para Ralis… desde que não WRC’s

Sem estar devidamente entrosado com as especificidades de afinação da viatura, nem com as características de condução que o carro checo exige, Meireles e o inevitável Mário Castro mostraram enquanto equipa porque é que são os campeões nacionais em título, confirmaram a viabilidade deste projeto, e apenas não terão ironicamente ganho porque quiseram (e mostraram andamento para) ganhar, não se contentando com lugares de honra ou em perder por poucos

Num Rali, digamos, de sinais contrários, Ricardo Moura e José Pedro Fontes foram substancialmente diferentes daquilo que haviam mostrado nas duas provas anteriores em asfalto. 

Enquanto em Guimarães e Castelo Branco o tricampeão nacional pareceu um pouco ‘perdido’, nunca se entendendo com a melhor forma de guiar eficazmente o Fiesta, na Marinha Grande, fruto de um trabalho incisivo levado a cabo pela ARC Sport no período que antecedeu a prova, o líder do campeonato mostrou-se sempre competitivo e confiante, lutando pela vitória de peito feito e taco-a-taco com os principais adversários. 

Já José Pedro Fontes, que no Minho e na Beira Baixa se mostrou a um nível inacessível a todos os adversários exceto (e apenas em parte) João Barros, não obstante os problemas que foram afetando o DS/Citroen e sem embargo do triunfo em cinco dos nove troços do Rali Vidreiro, em momento algum deu mostras do andamento dominador patenteado nos anteriores Ralis de asfalto da presente temporada. 

Sobre Carlos Vieira escreveremos com mais detalhe oportunamente. 

Em todo o caso, ouvir o Porsche a ecoar pelos Pinhais de Leiria fora continua a ser um regalo a aguçar o sentido melómano do aficionado de Ralis que se preze, sobretudo quando bem guiado como o é cada vez mais pelas mãos do piloto bracarense oriundo das corridas de velocidade. 

Carlos Martins chegou também aos triunfos em classificativas mostrando-se cada vez mais adaptado ao Skoda Fabia S2000, por definição carro bem distinto e bem mais exigente que os Mitsubishi que o piloto de Serpa conduziu em anos anteriores. 

João Barros e o seu Fiesta não estiveram ao nível que nos habituaram o ano passado e, à exceção dos Açores, em todas as provas do corrente ano, mas seguramente reaparecerão nos próximos Ralis a lutar pelas vitórias. 

Foi um grande Rali o organizado pelo CAMG, com vários aspetos muito interessantes de analisar. 

Ao fim de nove classificativas e 115,94 quilómetros de percurso seletivo, os dois primeiros classificados terminaram separados por escassos 3,9 segundos. 

Houve cinco pilotos distintos (Moura, Fontes, Vieira, Meireles e Martins) a lograr obter triunfos em troços. 

Quatro marcas distintas (DS/Citroen, Ford, Porsche e Skoda) conseguiram a distinção de vencer pelo menos uma especial da prova, algo que de memória e sem analisar com rigor não nos lembramos ter acontecido no passado recente do CNR

Três nomenclaturas de carros (S2000, GT e R5) conseguiram ser os mais rápidos em pelo menos uma classificativa do evento, o que sinaliza uma ideia de diversidade que nos parecer ser de assinalar. 

Em seis dos nove troços da prova, os dois concorrentes mais velozes nesses segmentos concluíram a linha de meta separados por menos de um segundo. 

Em duas classificativas os dois concorrentes mais velozes terminaram-nas empatados precisamente com o mesmo tempo (algo que talvez seja inédito na modalidade em Portugal desde a adoção dos sistemas de cronometragem ao décimo de segundo)

A maior diferença registada entre os dois concorrentes mais rápidos no final de cada um dos troços do Vidreiro foi de meros 3,4 segundos (em ‘São Pedro 2’, última classificativa do Rali)

Até ao final da antepenúltima especial do evento a diferença entre as sucessivas lideranças e vice-lideranças da prova nunca foi superior a 1,8 segundos. 

José Pedro Fontes venceu cinco especiais (quesito sempre importante na questão pontual) e foi segundo classificado final. 

Ricardo Moura venceu uma única classificativa (a classificativa certa – a penúltima – à hora certa) e ganhou o Rali. 

Tudo isto, claro, a acrescentar aos demais concorrentes nacionais e espanhóis inscritos nos diversos campeonatos e troféus em liça, que deram grande espetáculo e contribuíram fortemente para que o Rali Vidreiro/2015 tenha sido um êxito nos mais diversos planos, com o único aspeto talvez menos conseguido a centrar-se no facto dos concorrentes terem percorrido sensivelmente treze/catorze quilómetros iguais por quatro ocasiões, matéria que a bem da seletividade da prova talvez recomende a procura de estradas alternativas nas zonas evolventes à Marinha Grande e São Pedro de Moel em edições futuras do evento.

Socorrendo-nos do resumo que o nosso amigo e colega Pedro Branco promoveu na página do portal ‘Motorart’ no Facebook, salientar que para além da vitória à geral de Ricardo Moura, os demais vencedores foram Adruzilo Lopes no RC2N, Carlos Vieira no RGT, Gorka Antxustegi no RC3 (João Ruivo conseguiu ser o melhor português, concluindo na terceira posição nesta classe), Adrian Diaz na Copa Suzuki, David Brites nos Iniciados, Ricardo Roda no Challenge DS3 R1, Carlos Fernandes no campeonato FPAK centro, João Mexia nos clássicos, Mariana Carvalho no Ladies Open e Gonçalo Figueiroa no Rali Sprint

Após as considerações plasmadas neste trabalho, seguem imagens da prova alusivas à primeira passagem pelo troço do ‘Farol’

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PEDRO MEIRELES  |  MÁRIO CASTRO - Skoda Fabia R5

RICARDO MOURA  |  ANTÓNIO COSTA - Ford Fiesta R5

JOSÉ PEDRO FONTES  |  MIGUEL RAMALHO - Citroen DS3 R5

JOÃO BARROS  |  JORGE HENRIQUES - Ford Fiesta R5

ADRUZILO LOPES  |  VASCO FERREIRA - Subaru Impreza Sti R4

CARLOS MARTINS  |  DANIEL AMARAL - Skoda Fabia S2000


JOAQUIM ALVES  |  PEDRO ALVES - Skoda Fabia S2000


MARCO CID  |  NUNO RODRIGUES DA SILVA - Renault Clio S1600


ELIAS BARROS  |  RICARDO FARIA - Ford Fiesta R5


JOÃO RUIVO  |  JOÃO PEIXOTO - Renault Clio R3


DIOGO SALVI  |  PAULO BABO - Ford Fiesta R5


GORKA ANTXUSTEGI  |  ALBERTO IGLÉSIAS - Suzuki Swift S1600


FRAN CIMA  |  ALEJANDRO LOPEZ - Renault Clio R3T


CARLOS VIEIRA  |  LUÍS RAMALHO - Porsche 997 GT3 Cup


GIL ANTUNES  |  DIOGO CORREIA - Renault Clio R3T


A FOTO PUBLICADA NESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- https://www.facebook.com/rally74r/photos/a.503112276511884.1073745770.126198190869963/503112293178549/?type=1&theater