P.E.C. Nº 372: Rali de Mortágua/2016, 'Tojeira 1'


Andámos pelo Rali de Mortágua no passado sábado. 

As saudades e o prazer de seguir uma prova ao vivo já apertavam. 

Por isso, planificámos antecipadamente o Rali e pusemo-nos ao caminho.

A satisfação pessoal de (re)ver sítios recônditos do país profundo como Linhar de Pala ou Chão Miúdo foi intensa como sempre. 

Petiscar em cafés de aldeia mais ou menos desconhecidos onde, como ensina a vox populi, não se passa mais nada que um dono de estabelecimento bonacheirão e conversador a acolher-nos para falar dos assuntos da vida, em definitivo retemperou-nos. 

Tragar 'minis' geladas a uma cadência verdadeiramente maximum attack, que, estamos seguros, de certeza faria corar de inveja o Meireles, o Fontes, o Gago ou o Antunes caso tivessem assistido à nossa exibição, tornou-se bálsamo redentor após quilómetros a pé à torreira do sol. 

Usufruir dessa admirável invenção que os Ralis souberam implementar por todos os cantos deste país que são os SPA de pó, tornou-se um clássico incontornável de que já não prescindimos (a nossa consorte quando retornamos a casa não está inteiramente de acordo connosco, mas isso são contas de outro rosário…)

Todo este conjunto de pequenos prazeres significa para nós muito. 

São os Ralis (na nossa conceção de Ralis e da forma como gostamos de acompanhar um Rali) e os pilares que sustentam o nosso apreço pela modalidade. 

Quanto aos carros, vimos muita gente a andar bastante bem. 

Gostamos quando, a olho nu, se consta o quanto alguns pilotos estão a crescer no âmbito do CNR, consideração que vai dos R2 aos R5, ou dos R3 aos carros de produção, não esquecendo os concorrentes à Taça FPAK Ralis de terra que, vários deles, têm projetos muito interessantes para competir neste desporto a custos razoáveis. 

Ficam de seguida, em jeito de memória descritiva, cinco trabalhos alusivos às classificativas que visitámos no decurso do evento mortaguense, para já, nesta primeira P.E.C., com retratos visuais da primeira passagem pela classificativa de ‘Tojeira’, equivalente neste Rali, se a analogia nos é permitida, a uma etapa de montanha numa qualquer prova de ciclismo disputada por etapas, dados os desníveis do troço que são consideráveis em algumas partes do mesmo.















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