P.E.C. Nº 393: Rali de Portugal / 2017; mapas interativos


(Nota: tópico em atualização permanente)

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É conhecido já há alguns dias o formato do Rali de Portugal de 2017, a disputar entre os dias dezoito e vinte e um do próximo mês de maio. 

Analisando o esquema de prova proposto pelo ACP, diríamos, em síntese, que há uma aposta em evoluir na continuidade, respeitando em simultâneo a carga histórica do evento. 

Começamos precisamente por este último quesito: as referências do Rali de Portugal

Se quisermos, troços que se tornaram com o passar dos anos marcos incontornáveis no ADN do evento. 

Fafe é, neste contexto, uma inevitabilidade. 

O poder tremendo das multidões que acorrem ao Confurco ou aos saltos da Pereira e da Pedra Sentada, tornam impensável que a caravana do Rali, encontrando-se sedeada a norte do país, não passe naqueles caraterísticos montes ornamentados a penedos de granito. 

O contrário seria quase como o Papa vir a Portugal e não se deslocar à Cova de Iria. 

Em 2017 a organização inclui mais Fafe no corpo de classificativas da prova. 

Aliás, para terminar de forma apoteótica e ao encontro das simpatias da grande falange de adeptos, o último dia do Rali é um capítulo exclusivamente fafense, dedicado às conhecidas especiais daquela região. 

É desta forma que, a par da lendária Lameirinha (designada por Fafe), no corpo dos troços do Rali foram agora incluídos Luilhas e Montim, não só já conhecidos de tempos passados do certame como, inclusive, nomes com projeção nos planos nacional e até internacional da modalidade.

No segundo dia de prova, sexta-feira, aquele em que verdadeiramente o Rali arranca após o shakedown em Baltar (junto ao Kartódromo local) e o aquecimento no Eurocircuito da Costilha em Lousada no dia anterior, as novidades para os concorrentes não podem ser maiores. 

Viana do Castelo abre as hostilidades com uma nova e ampliada versão que comtempla vários quilómetros de troço não percorridos há bastantes anos (um pequeno segmento estamos em crer até ser estreia absoluta em matéria de Ralis), ao passo que Caminha e Ponte de Lima percorrem-se agora nos trajetos conhecidos desde 2015, mas em sentido contrário, para tudo terminar no coração da cidade de Braga, cuja superespecial, em dupla passagem, substitui a realizada o ano passado nas artérias junto à Avenida dos Aliados, no Porto. 

No sábado, dia que se antevê poder ser decisivo nas contas finais do Rali, há agora uma versão mais reduzida (e com pequenas alterações no percurso) da especial de Vieira do Minho, que terá sequência, ali por paragens da Serra da Cabreira, na nova classificativa (embora com alguns estradões também conhecidos em 2015) de Cabeceiras de Basto, para depois o pelotão infletir ao Marão percorrendo a clássica e seletiva Amarante, com os seus trinta e sete quilómetros e quinhentos metros a mais extensa de toda a prova. 

De fora ficam as antigas classificativas de Baião (traçada na Serra da Aboboreira) e do Marão (que deixa saudades quanto ao traçado seletivo e espetacularidade paisagística, e ao qual promovemos um humilde tributo com a fotografia que abre o presente trabalho), ambas conhecidas das edições de 2015 e 2016 do evento. 

Em resumo: o Rali de Portugal em 2017 tem um esquema competitivo muito interessante, reunindo uma vez mais todos os condimentos para podermos ter uma prova espetacular e fortemente disputada. 

Esses predicados são, aliás, a matriz do evento desde que foi organizado pela primeira vez faz agora meio-século. 

O melhor Rali do mundo (sentimentalmente é assim que o sentimos) chega à meia-idade sem complexos e orgulhoso do seu percurso até aqui. 

É uma prova que há muito ultrapassou as barreiras de ‘mero’ evento desportivo, para se afirmar como um paradigma de resiliência e adaptação a novos tempos e contextos. 

Sobreviveu a um regime ditatorial, a crises petrolíferas, às dores de crescimento da implementação da democracia quando, durante algum tempo, os carros ainda eram conotados como uma emanação ‘burguesa’, resistiu a crises económicas (e sociais…) profundas, soube aliar-se à democratização do automóvel e à respetiva afirmação de liberdade enquanto meio de transporte individual, nasceu no Escudo e adaptou-se ao Euro, ignorou olimpicamente troicas e baldrocas várias, e, entre muitas outras coisas que poderíamos lembrar, soube ser global quanto eramos orgulhosamente sós e paladino da identidade nacional nestes tempos de cedência sem reservas a ditames externos. 

Sob o prisma desportivo, adaptou-se, neste percurso de vida, tão facilmente ao bulício de grandes urbes como Lisboa ou Porto como à ruralidade extrema de Montinho de Góis, Enxudro ou Soajo. 

Reinventou-se quando lhe apresentaram a carta de despedimento do WRC, reaparecendo seis anos depois motivado e de mangas arregaçadas no seletivo mercado de trabalho dos Ralis que integram o mundial. 

É muito. 

É… tudo! 

Cinquenta anos volvidos, o mundo mudou muito. 

Portugal também. 

O Rali de Portugal tem sabido adaptar-se à voracidade dos tempos. 

Como Paul Simon e Art Garfunkel musicaram um dia, a prova continua crazy after all these years

Tem sabido envelhecer com arte e sabedoria. 

Com cinquenta anos, não deixa de ser espantosa a forma como, a cada ano, continua a saber fazer-se desejar…

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Nota:
À medida que for sendo disponibilizada mais informação sobre a prova, designadamente o percurso da superespecial de Braga e os locais definidos pela organização como Zonas-Espetáculo, serão atualizados os Mapas que de seguida se publicam, no intuito de fornecer a maior abrangência informativa possível aos nossos ilustres visitantes.

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 a) Mapas interativos 

 LOUSADA 

 VIANA DO CASTELO 

 CAMINHA 

 PONTE DE LIMA 

 VIEIRA DO MINHO 

 CABECEIRAS DE BASTO 


 AMARANTE 

 FAFE 

 LUÍLHAS 

 MONTIM 

 b) Datas, troços e horários 

Dia 1
= quinta-feira, 18 de maio de 2017 =
CLASSIFICATIVA N.º 1
Designação
LOUSADA
Extensão total
3,36 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
19h:03m
Dia 2
= sexta-feira, 19 de maio de 2017 =
CLASSIFICATIVA N.º 2
Designação
VIANA DO CASTELO - 1
Extensão total
26,70 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
10h:09m
CLASSIFICATIVA N.º 3
Designação
CAMINHA - 1
Extensão total
18,10 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
11h:10m
CLASSIFICATIVA N.º 4
Designação
PONTE DE LIMA – 1
Extensão total
27,46 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
11h:42m
CLASSIFICATIVA N.º 5
Designação
VIANA DO CASTELO – 2
Extensão total
26,70 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
16h:09m
CLASSIFICATIVA N.º 6
Designação
CAMINHA – 2
Extensão total
18,10 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
17h:10m
CLASSIFICATIVA N.º 7
Designação
PONTE DE LIMA – 2
Extensão total
27,46 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
17h:42m
CLASSIFICATIVA N.º 8
Designação
BRAGA (Superespecial) – 1
Extensão total
1,90 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
19h:03m
CLASSIFICATIVA N.º 9
Designação
BRAGA (Superespecial) – 2
Extensão total
1,90 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
19h:28m
Dia 3
= sábado, 20 de maio de 2017 =
CLASSIFICATIVA N.º 10
Designação
VIEIRA DO MINHO – 1
Extensão total
17,43 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
9h:08m
CLASSIFICATIVA N.º 11
Designação
CABECEIRAS DE BASTO – 1
Extensão total
22,30 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
9h:46m
CLASSIFICATIVA N.º 12
Designação
AMARANTE – 1
Extensão total
37,55 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
11h:04m
CLASSIFICATIVA N.º 13
Designação
VIEIRA DO MINHO – 2
Extensão total
17,43 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
15h:08m
CLASSIFICATIVA N.º 14
Designação
CABECEIRAS DE BASTO – 2
Extensão total
22,30 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
15h:46m
CLASSIFICATIVA N.º 15
Designação
AMARANTE – 2
Extensão total
37,55 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
17h:04m
Dia 4
= domingo, 21 de maio de 2017 =
CLASSIFICATIVA N.º 16
Designação
FAFE – 1
Extensão total
11,18 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
9h:08m
CLASSIFICATIVA N.º 17
Designação
LUÍLHAS
Extensão total
11,91 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
9h30m
CLASSIFICATIVA N.º 18
Designação
MONTIM
Extensão total
8,66 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
10h:20m
CLASSIFICATIVA N.º 19
Designação
FAFE – 2 (Power Stage)
Extensão total
11,18 quilómetros
Hora de partida do primeiro concorrente
12h:18m

 c) Informação geral 

Classificativas: Dezanove.

Parque de assistência: Exponor, em Leça da Palmeira, Matosinhos.

Elegibilidade: WRC (pilotos; copilotos; construtores), WRC2 (pilotos; copilotos; equipas), WRC3 (pilotos; copilotos, equipas), CNR (pilotos; copilotos), RC2N?, RC3?, RC4? (em termos pontuais a participação na prova será opcional para os pilotos inscritos nas competições internas portuguesas).

Piso: grande predominância de terra/gravilha com alguns segmentos em asfalto. A superespecial de Braga será disputada apenas em asfalto.

Extensão total do evento: 1.528,81 quilómetros.

Extensão total seletiva/cronometrada: 349,17 quilómetros.

Percentagem de percurso cronometrado relativamente à extensão total do evento: 22,84%

Classificativa mas extensa: Amarante, com 37, 55 quilómetros.

Classificativa mais curta: superespecial de Braga, com 1,90 quilómetros.

Sessão de autógrafos: Em Guimarães, no Campo de São Mamede, dia 18 de maio de 2017, entre as 17h:25m e as 17h:45m.

Cerimónia do pódio final: Em Matosinhos, dia 21 de maio de 2017, pelas 15:45 horas.

Site oficial da prova: Consultar aqui.

Itinerário: Consultar aqui.

Mapas: Consultar aqui.

Formulários: Consultar aqui.

Mapas interativos / 2015: Consultar P.E.C. Nº 288 deste blogue.

Mapas interativos / 2016: Consultar P.E.C. Nº 341 deste blogue.

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A FOTO DE ABERTURA DESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
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