P.E.C. Nº 425: Desenterrar o (Mex) Machado de guerra!


Dentro de uma comunidade heterogénea como a dos Ralis portugueses é natural haver, a cada momento e dentro de cada contexto, personalidades por diversas ordens de razão a assumir foros de destaque. 

Amândio Machado dos Santos, popularizado na modalidade pelo petit nom de Mex, é, de há vários anos a esta parte, uma das vozes mais atentamente escutadas quando a terreiro vêm os desafios à espera deste desporto, num futuro próximo ou um pouco mais longínquo. 

Reconhecemos-lhe e enaltecemos, portanto, a sua capacidade de influência e visão global quanto aos caminhos a trilhar pelos Ralis nacionais. 

No passado, enquanto piloto, promotor, ou candidato à Presidência da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting - num projeto abrangente, sustentado, e materializado num conjunto de boas ideias, relativamente o qual não escondemos, então, a nossa maior simpatia -, quase sempre soube ir mais além dos meros esboços escritos ou desenhados num papel para memória futura. 

Trata-se de alguém portador de desígnios, reunindo, além da determinação quase inquebrantável, o indispensável perfil executor para os colocar na prática. 

Percebendo como poucos a dinâmica e importância de utilizar os meios de comunicação como forma de validar um plano, Mex revelou publicamente, há alguns dias, as linhas gerais do seu mais recente desafio. 

Apenas e tão só colocar um aristocrático Bentleymodelo Continental GT - a competir nos troços de asfalto e terra – sim: também nos de gravilha – em Portugal. 

A ideia é assumidamente ousada. 

Tem até uns laivos de contranatura. 

Poucos idealizarão, por exemplo, um pastor pegar no rebanho e subir monte acima por entre caminhos de terra, urzes e giestas trajando a mais elegante e recente criação de casa Armani para fatos de homem. 

À margem da discussão sobre a competitividade deste automóvel quando comparado com as melhores máquinas de Ralis existentes em Portugal, sobra a certeza de se estar perante uma aposta à partida ganha no plano mediático – Mex, aliás, sabe-o bem… -. 

Por se tratar de um projeto diferenciador, a curiosidade sobre ele vai ser naturalmente muita. 

Por tal via, os parceiros institucionais deste intento têm garantido um retorno muito forte quanto à promoção das respetivas marcas e produtos. 

No plano desportivo, ver-se-á mais tarde o índice de performances do carro a sair do departamento de competição da casa britânica. 

Sempre defendemos uma visão cosmopolita para os Ralis, na qual devem confluir máquinas com a maior amplitude possível de origens, linhagens e conceções. 

O anunciado Bentley é, pois, uma pedrada no charco para a modalidade no nosso país. 

Um ato profundamente provocatório para a ordem instituída dos modelos utilitários do segmento B, hoje quase absolutamente padronizados nas formas e na dimensão. 

Na nossa visão dos Ralis está contida, em suma, uma ideia de pluralidade. 

Motiva-nos olhar para uma lista de inscritos e percebermos, logo aí, estar-se perante um antagonismo à tonalidade única de um qualquer congresso do Partido Comunista algures pelos lados de Pyongyang. 

A nova máquina confiada às mãos de Mex, carregada de fleuma britânica e com porte conservador, é um projeto diferente - tem laivos de pioneirismo - e alicerça-se num automóvel de igual diferente

Por isso, para finalizar, apenas se deseja para o mais breve possível a sua vinda.

Rapidamente e em – no sentido mais literal da palavra – força…

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A FOTO DE ABERTURA DESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- https://www.carthrottle.com/post/10-hot-cars-imagined-as-limitless-liveried-rally-weapons/

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