P.E.C. Nº 427: Ralis Imaginários; «Porto Rallye»


O diagnóstico tem vindo a ser traçado: há necessidade de levar os Ralis nacionais até aos locais onde estão as pessoas

Por vicissitudes várias, nas quais avulta a resistência quase endémica dos principais decisores da modalidade em implementar mudanças estruturais quando as circunstâncias o recomendam, em abstrato as terapias tardam é, depois, quase sempre a ser aplicadas. 

Demos anteriormente neste blogue algumas achegas - ver AQUI e/ou AQUI - sobre a importância dos Ralis se promoverem junto de novos e renovados públicos. 

A ideia em termos latos acaba por ser simples. 

Os Ralis precisam de dinheiro. 

Necessitam de investidores. 

E a melhor forma de atrair quem financie este desporto passa, estamos em crer, por demonstrar a potenciais parceiros que a publicitação das respetivas marcas – e dos bens por si produzidos e/ou serviços por si prestados – chega ao conjunto mais alargado possível de consumidores. 

Quem pretende investir fá-lo-á sempre, em suma, com mais segurança e convicção caso tenha sólidas garantias de ampla promoção dos seus produtos. 

Chama-se a isso, retorno

Que se conquista através da construção de um clima de confiança e credibilidade propícios ao aparecimento de mais financiadores. 

Verificamos com particular agrado haver sinais muito claros de alguma mudança de paradigma nesta matéria. 

No âmbito da grande malha urbana à volta de Lisboa, o renovado - e modernizado - Rali das Camélias está aí e, como o jargão publicitário de uma marca nipónica de automóveis nos anos setenta, confiamos ter vindo “para ficar”entenda-se por “ficar”, integrar o calendário do C.P.R com caráter duradouro já nos próximos anos -. 

É decisivo rapidamente se criarem alicerces para se realizar também, por mesmos motivos óbvios, uma prova pontuável para a competição maior dos Ralis portugueses junto à área do Grande Porto

mais de duas décadas – Rali Maia Shopping – a região envolvente à cidade invicta não vê evoluir nas respetivas estradas os mais reputados pilotos nacionais e os mais velozes bólides do nosso parque automóvel para Ralis. 

É, parece-nos, uma lacuna a dever ser reparada com caráter prioritário. 

Por sinal, até se têm disputado na região nos últimos um conjunto de Ralis em asfalto – Rali de Alfena; Rali de Gondomar; Rali de Santo Tirso; RallySpirit – seguramente capazes de, reunidas as melhores valências de cada um, constituírem-se como uma boa base de trabalho para uma prova com dimensão nacional. 

Trata-se de uma zona do país com pergaminhos nesta modalidade. 

Ali se concentram doses generosas de adeptos incondicionais dos Ralis. 

naquelas paragens uma forte componente industrial, relativamente à qual o desporto automóvel em geral e os Ralis em particular não podem deixar de exercer a sua arte de sedução

E há, vetor decisivo, bastantes pessoas. 

Acresce a tudo isto, pormenor não despiciendo, o facto dos sobreditos Ralis se estarem a afirmar, edição após edição, através de padrões organizativos de considerável qualidade. 

E não se esqueça para o efeito, também, o apoio que autarquias como Gondomar, Valongo, Santo Tirso ou Trofa têm vindo a emprestar a este desporto. 

Se ao volante dos Ralis portugueses estivesse uma entidade federativa com pensamento estratégico, sentir-se-ia no mínimo impelida em ponderar a hipótese de desenhar o calendário dos Ralis nacionais dentro de uma lógica de provas em asfalto na faixa litoral do país e tendencialmente junto das grandes urbes, cabendo aos eventos em piso de terra a representação deste desporto junto das regiões do interior do país

Se a lógica dos sucessivos elencos federativos vislumbrasse além do ato eleitoral seguinte – e não estivesse refém dos múltiplos interesses daí decorrentes – provavelmente haveria uma aposta forte em contratualizar, separadamente ou em conjunto, com as entidades organizadoras – C.A.M.I; C.A.S.T; G.A.S; Xikane - das provas disputadas na área do Porto em anos recentes, no intuito de por ali colocarem de pé um futuro evento pontuável para o C.P.R.  

Duas ordens de razão muito válidas concorrem para o efeito: trata-se de clubes que organizam bem e têm a notória capacidade de mobilizar municípios para a causa dos Ralis.

Mas como os Ralis nacionais têm uma aversão estrutural à mudança e são por definição pouco atreitos a uma cultura de visão a médio e longo prazo, salvo mudanças de paradigma dificilmente expectáveis a realização de um “Rali do Porto” será uma quase quimera nos anos mais próximos. 

O esboço colocado para o efeito já de seguida materializa os princípios e ideias acima desenvolvidos neste trabalho. 

Numa modalidade a pretender – e com condições para… - afirmar-se enquanto fenómeno de massas, há aspetos a visivelmente fazer sentido. 

A nosso ver faz sentido um Rali junto à cidade do Porto, ponto final. 

Faz sentido o seu centro nevrálgico sedear-se ali, no Parque da invicta, onde Porto e Matosinhos se catrapiscam mutuamente desde tempos imemoriais. 

Faz todo o sentido haver uma superespecial desenhada algures ali entre a Rotunda da Anémona e o Castelo do Queijo com milhares de espetadores a assistir. 

Também faz sentido os carros de Rali desfilarem em ligação até aos troços pelas principais artérias da mais importante cidade do Norte do país e das urbes vizinhas, expondo ao olhar de muita gente as marcas e produtos associados a este desporto. 

Neste processo haverá apenas um fator a não fazer grande sentido: existir um Presidente da entidade gestora dos Ralis nacionais - por sinal e com dose considerável de ironia, portuense - aparentemente a não perceber tudo isto fazer todo o sentido…

«»«»«»«»«»   «»«»«»«»«»   «»«»«»«»«»   «»«»«»«»«»


 "PORTO RALLYE" 

 1. ESTRUTURA DA PROVA 

DESIGNAÇÃO: "Porto Rallye".
ELEGIBILIDADE: C.P.R - absoluto -; RC2; RC2N; RC3; RC4; RC5; CPGTR; CPClássicos.
DIAS DE PROVA: Dois.
ETAPAS: Três
SECÇÕES: cinco.
CLASSIFICATIVAS: quinze.
PISO: asfalto.
QUILOMETRAGEM TOTAL DO RALI: 360 quilómetros - valor aproximado -.
QUILOMETRAGEM TOTAL DAS CLASSIFICATIVAS: 112 quilómetros - valor aproximado -.
CENTRO NEVRÁLGICO/PARQUE DE ASSISTÊNCIA: Parque da Cidade do Porto, na zona de boxes do Circuito da Boavista.

 2. ESQUEMA DA PROVA  

 1.ª Etapa || 1.ª Secção 

- Partida do Parque de Assistência (Parque da Cidade do Porto)0 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 1 (extensão: 2,00 kms – valor meramente indicativo -)+ 2,00 kms;
P.E.C. n.º 1 – CASTELO DO QUEIJO - (extensão: 1,50 kms – valor meramente indicativo -)+ 3,50 kms;
- Percurso de ligação até ao Parque de Assistência (extensão: 2,00 kms – valor meramente indicativo -): + 5,50 kms.

 2.ª Etapa || 1.ª Secção 

 - Partida do Parque de Assistência (Parque da Cidade do Porto): + 5,50 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 1 (extensão: 35,10 kms)+ 40,60 kms;
P.E.C. n.º 2 – SENHORA DA ASSUNÇÃO '1' - (extensão: 9,60 kms)+ 50,20 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 3 (extensão: 4,00)+ 54,20 kms;
P.E.C. n.º 3 – AERÓDROMO ‘1’ - (extensão: 8.80 kms)+ 63,00 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 4 (extensão: 26,40 kms)+ 89,40 kms;

 2.ª Etapa || 2.ª Secção 

P.E.C. n.º 4 – SENHORA DA ASSUNÇÃO '2' (extensão: 9,60 kms)+ 99,00 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 5 (extensão: 4,00 kms)+ 103,00 kms;
P.E.C. n.º 5 – AERÓDROMO ‘2’ - (extensão: 8,80 kms)+ 111,80 kms;
- Percurso de ligação até ao Parque de Assistência (extensão: 26,80 kms)+ 138,60 kms

 3.ª Etapa || 1.ª Secção 

- Partida do Parque de Assistência (Parque da Cidade do Porto): + 138,60 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 6 (extensão: 21,20 kms)+ 159,80 kms;
P.E.C. n.º 6 – MAIA '1' - (extensão: 6,30 kms)+ 166,10 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 7 (extensão: 3,80)+ 169,90 kms;
P.E.C. n.º 7 – ALFENA ‘1’ - (extensão: 6,40 kms)+ 176,30 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 8 (extensão: 3,60 kms)+ 179,90 kms;
P.E.C. n.º 8 – AGRELA '1' (extensão: 6,00 kms)+ 185,90 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 9 (extensão: 1,20 kms)+ 187,10 kms;
P.E.C. n.º 9 – SEROA ‘1’ - (extensão: 7,50 kms)+ 194,60 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 10 (extensão: 5,70 kms)+ 200,30 kms;
P.E.C. n.º 10 – RIO LEÇA '1' (extensão: 7,20 kms)+ 207,50 kms;
- Percurso de ligação até ao Parque de Assistência (extensão: 41,40 kms)+ 248,90 kms

 3.ª Etapa || 2.ª Secção 

- Partida do Parque de Assistência (Parque da Cidade do Porto): + 248,90 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 11 (extensão: 21,20 kms)+ 270,10 kms;
P.E.C. n.º 11 – MAIA '2' - (extensão: 6,30 kms)+ 276,40 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 12 (extensão: 3,80)+ 280,20 kms;
P.E.C. n.º 12 – ALFENA ‘2’ - (extensão: 6,40 kms)+ 286,60 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 13 (extensão: 3,60 kms)+ 290,20 kms;
P.E.C. n.º 13 – AGRELA '2' (extensão: 6,00 kms)+ 296,20 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 14 (extensão: 1,20 kms)+ 297,40 kms;
P.E.C. n.º 14 – SEROA ‘2’ - (extensão: 7,50 kms)+ 304,90 kms;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 15 (extensão: 5,70 kms)+ 310,60 kms;
P.E.C. n.º 15 – RIO LEÇA '2' (extensão: 7,20 kms)+ 317,80 kms;
- Percurso de ligação até ao Parque de Assistência (extensão: 41,40 kms)+ 359,20 kms.

 3. INFOGRAFIA 























A FOTO DE ABERTURA DESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://thecitytailors.com/parque-da-cidade-do-porto/

Comentários

Mensagens populares